Protesto

Manifestantes protestam contra Michel Temer

No dia da Independência, protestos pediram a saída do peemedebista e a convocação de novas eleições. Marcelo Camargo/Abr
No dia da Independência, protestos pediram a saída do peemedebista e a convocação de novas eleições. Marcelo Camargo/Abr

Protestos em pelo menos 15 capitais e no Distrito Federal contra o presidente Michel Temer foram realizados, nesta quarta-feira, durante feriado de 7 de Setembro. Alguns atos foram convocados pelas redes sociais.

As manifestações pediram a saída do peemedebista do poder, a convocação de novas eleições e ainda destacaram oposição à agenda econômica do novo governo.

Brasília
Em Brasília, os manifestantes se reuniram no Museu Nacional. A movimentação foi considerada tranquila. Um grupo estendia quatro faixas com os dizeres: “Fora Temer, eleições já”, deixando-as visível para quem descia o Eixo Monumental em direção ao Congresso Nacional. Ao todo, mais de 90 entidades se posicionam contra o governo Temer e questionam a legitimidade da tomada de poder, que classificam como golpe.

“O ato faz parte de uma série de ações contra o governo. Não concordamos com as propostas para diversas áreas, como educação, comunicação”, disse Breno Lobo, integrante do movimento Juntos – Juventude em Luta.

Grito
A manifestação “Fora Temer”, une-se, este ano, ao Grito dos Excluídos, protesto tradicional de 7 de Setembro, que reúne movimentos sociais em busca de visibilidade e melhores condições de vida.

“Neste ano, o nosso lema é Fora Temer, nenhum direito a menos. Vamos deixar claro que não sairemos das ruas”, diz Wilma dos Reis, uma das organizadoras do ato. Em frente a um cartaz do coletivo #Mulherespelademocracia, ela diz que os direitos das mulheres estão ameaçados por diversas medidas do atual governo. “É um governo de homens, héteros e brancos, onde a mulher é vista apenas como decorativa nos altos cargos”.

São Paulo
Já em São Paulo, a concentração começou na Praça Oswaldo Cruz, percorreu parte da Avenida Paulista e seguiu em direção ao Ibirapuera, onde o ato foi encerrado. O grupo foi formado por movimentos populares como MST, MTST, CUT, Frente Brasil Popular, Associação dos Trabalhadores Sem Terra da Zona Norte e Noroeste.

Salvador
Em Salvador, manifestantes caminharam nas ruas do centro, que saiu do Campo Grande em direção à Praça Castro Alves. Além do Grito dos Excluídos, o ato também foi organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelos movimentos Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Os integrantes do protesto utilizam bandeiras que pedem a saída de Michel Temer da presidência e reivindicam novas eleições gerais. Estudantes e integrantes de movimentos sociais e políticos participaram do ato.

Pernambuco
Já em Pernambuco, os manifestantes queimaram o caixão que simbolizava a democracia. Na Praça da Independência, os participantes do ato dançaram ciranda, promovendo um abraço coletivo. Apresentações culturais marcaram a dispersão da manifestação. O ato uniu o Grito dos Excluídos e o protesto contra o presidente Michel Temer.

RJ
No Rio de Janeiro, um grupo de manifestantes contrários ao presidente Michel Temer seguiu pela Presidente Vargas, já ao fim da cerimônia oficial. Com faixas e cartazes, eles classificavam o impeachment de Dilma Rousseff como “golpe” e pediam a saída de Temer da presidência da República, além de pedir a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Organizadores estimavam a presença de 10 mil participantes. A Polícia Militar informou, em nota, que não iria estimar o público. Ativistas do Grito dos Excluídos exibiam cartazes contra remoções, além de pedir novas eleições e chamava atenção para minorias nas políticas públicas.

Com informações da Folha


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