Ceará

Médicos recém-formados trabalham sem supervisão no Ceará

O Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) fez uma denúncia contra as condições de trabalho de médicos recém-formados, em pequenas cidades do Estado. Além dos médicos cearenses, profissionais de outros cinco estados nordestinos, como Piauí, Bahia, Maranhão, Sergipe e Rio Grande do Norte, realizaram uma pesquisas com estudantes e residentes, sobre o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB), e constataram que não há uma supervisão para os médicos recém-formados.

De acordo com nota dos médicos, o Ministério da Saúde utilizou o bônus-residência para atrair médicos recém-formados, com pouca experiência, para tentar resolver o problema da má distribuição de médicos no Brasil.

Riscos
Porém, os manifestantes alegam que a falta de supervisão presencial contínua, como a que existe nas residências médicas, e a precariedade das condições de trabalho nas unidades de saúde das pequenas cidades agravam a situação e colocam em risco tanto os profissionais, como a saúde e a vida da população.

Os sindicatos também chamam atenção para a baixa remuneração paga para esses profissionais que não são compatíveis com a responsabilidades que são atribuídas a eles. Segundo a nota, a contratação é feita pelas prefeituras, que não têm condições de pagar o piso proposto pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM), no valor de R$ 9.813 por 20 horas semanais.

Eles reivindicam, além da formação profissional dos recém-formados por meio das residências, boas condições de trabalho e remuneração compatível com a responsabilidade, que, segundo os sindicatos, são requisitos básicos para “a boa prática da medicina e atendimento digno à população”.

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