Eleições 2014

Mesmo com o fim da Copa, debate sobre legado deve continuar nas eleições

Mesmo com o fim da Copa, debate sobre legado deve continuar nas eleições
Mesmo com o fim da Copa, debate sobre legado deve continuar nas eleições

Com o fim da Copa do Mundo e faltando pouco mais de 80 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, oposição e governo avaliam que o debate sobre a reformulação do futebol brasileiro após a traumática derrota para a Alemanha vai se esfarelar aos poucos. Os oposicionistas defendem que deve ganhar corpo a discussão em torno de questões práticas que impactam a vida do brasileiro, a exemplo dos problemas de mobilidade urbana, que não foram resolvidos com o Mundial.

Tá bom!
Nos bastidores, a avaliação governista é de que “o assunto futebol”, no momento, favorece a presidente Dilma Rousseff porque, à medida que se tenta responsabilizar o governo pelo péssimo resultado dentro de campo, cola em seus adversários a imagem de oportunismo eleitoral. Na manhã de ontem, em pouco mais de 30 minutos, a presidente fez 10 postagens sobre o tema na sua conta oficial em um microblog.

Em debate
O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassay (BA), declarou que uma ampla reforma no futebol brasileiro é importante, mas o tema deve se diluir ao longo da campanha. “Claro que o futebol é importante, mas o que devemos debater é o legado. Aquilo que foi prometido pelo governo e não foi consagrado. Acaba a Copa e o brasileiro continua com os mesmo problemas”, afirmou.

Para ele, não há como fugir desse debate. “É só compararmos com outros países que tiveram eventos desse nível. O Brasil deixou muito a desejar. Do ponto de vista da imagem do país, das belezas, do caráter da nossa gente, a Copa foi fantástica. Do ponto de vista do legado, de aproveitar o Mundial para construções duradouras, foi um fracasso total”, avaliou.

Intervenção
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), procurou minimizar o peso da palavra “intervenção”, utilizada pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que defendeu, a partir da mão do governo federal, modificação na estrutura do futebol brasileiro. O petista informou que o tema não vai dominar o centro da campanha eleitoral. “É possível que algumas preocupações que existem há algum tempo comecem a ser resolvidas. Mas esse tema não ocupará o centro da campanha. O debate é movido por este momento que vivemos. É bastante natural”, declarou.

Com informações do Correio Braziliense


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