Bastidores

Ministério da Integração gera disputa no PMDB

Ministério da Integração gera disputa no PMDB. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministério da Integração gera disputa no PMDB. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O PMDB já considera como seu o Ministério da Integração Nacional, caso a presidente Dilma Rousseff conceda o Ministério da Educação para Cid Gomes (Pros), que deixa no final do ano o governo do Ceará depois de dois mandatos.

O PMDB, contudo, deve enfrentar um embate interno entre os senadores Eduardo Braga (AM) e Vital do Rêgo (PB) na disputa por essa nova vaga. Atualmente o Ministério da Integração está sob comando de Francisco José Coelho Teixeira, do Pros.

Concorrentes
Braga é líder do governo no Senado, posição que o aproximou de Dilma nos últimos dois anos. Depois de perder a eleição, o parlamentar amazonense começa a se articular para viabilizar como ministeriável. Ele, contudo, não tem apoio da maioria da bancada peemedebista no Senado.

Já Vital do Rêgo, que esteve cotado para Integração no ano passado, é o favorito do PMDB do Senado para o posto. Pesa a favor dele o fato de o Ministério da Integração ser uma pasta com programas voltados para o Nordeste, especialmente com ações de combate à seca no sertão.

Energia
Os peemedebistas teriam sinalizado à presidente Dilma que o Ministério da Integração Nacional seria uma forma parcial de compensar a perda do Ministério de Minas e Energia (MME), ocupado hoje pelo ministro Edison Lobão (MA). Ele deve sair da pasta, na qual Dilma pretende fazer uma “faxina” em meio à crise no setor elétrico e na Petrobras.

Enfraquecimento
O partido, porém, se vê enfraquecido para seguir à frente do MME após a queda de Sérgio Machado da presidência da Transpetro por suposto envolvimento em esquema de corrupção. Diante da perda do controle da pasta, os peemedebistas avaliam como alternativa a ascensão do atual secretário-executivo do MME, Márcio Zimmermann para o lugar de Lobão. O secretário é visto da “cota pessoal da presidente Dilma”, disse um peemedebista.

Cidades
Apesar de enxergar o Integração como um sexto ministério para o partido, que ocupa atualmente cinco pastas, o PMDB mira também no Ministério das Cidades, hoje com o PP, para compensar a perda de Minas e Energia. Para isso, o partido confia em um desgaste do partido nas denúncias envolvendo a legenda comandada pelo senador Ciro Miranda (PI) na CPI da Petrobras.

Cobiça
O Ministério das Cidades é cobiçado por administrar os programas Minha Casa, Minha Vida e o PAC da Mobilidade Urbana, cujos orçamentos bilionários superam o Ministério da Educação. Os dois programas são vistos como eleitoralmente pujantes, já que o ministério tem poder para direcionar investimentos para os municípios e os Estados. “Quem não quer o Minha Casa, Minha Eleição?”, ironiza o peemedebista.

Com informações da Agência Estado


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