Fortaleza

Ministério Público vai revelar detalhes sobre caso do vereador “A Onde É” nesta quarta

Vereador "Aonde É" teria comprado apartamentos e carros de luxo durante o primeiro ano de mandato, segundo o MP. Foto: CMFor
Vereador “Aonde É” teria comprado apartamentos e carros de luxo durante o primeiro ano de mandato, segundo o MP. Foto: CMFor

O Ministério Público do Estado do Ceará vai realizar nesta quarta-feira (15) uma coletiva de imprensa para prestar esclarecimentos sobre as providências relacionadas ao caso do vereador “A Onde É”, preso no último dia 26 em Fortaleza.

Na ocasião, estarão presentes os membros da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) e da 18ª Promotoria de Justiça Criminal do MPCE.

Hora e local
A coletiva será às 14 horas, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (Rua Assunção, 1100, José Bonifácio).

Entenda o caso
O vereador A Onde É continua preso na Delegacia de Capturas, no Centro de Fortaleza. Ele foi autuado em flagrante no dia 26 de setembro pelo crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal Brasileiro, que consiste em adquirir vantagem de algo para si ou para outros. O crime não prevê pagamento de fiança, e o denunciado pode pegar de 2 a 8 anos de prisão.

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Flagrante
Durante a sua prisão, o vereador acompanhava um de seus assessores parlamentares e esperava que ele realizasse o saque de R$ 1.900, referente ao pagamento do mês, para ficar com a dinheiro. Momentos antes, a vítima havia feito uma denúncia na Polícia Civil, dando conta de que era a segunda vez que era obrigado a entregar a quantia, sob ameaça e intimidação do vereador.

Equívoco
Já o advogado do vereador, Leandro Vasques, afirmou ser o caso “um grande equívoco”, justificando que A Onde é recebia o dinheiro de um empréstimo de um homem que seria amigo em comum dele e de seu assessor parlamentar.

Investigado
No início de agosto, A Onde É foi investigado pelo Ministério Público Eleitoral e pela Polícia Civil. Em seu nome, o órgão pediu três mandados de busca e apreensão para a investigação de possível recebimento de parte dos salários de servidores da Câmara. Durante a investigação, a Procuradora de Crimes Contra a Administração Pública (Procap) chegou a encontrar contracheques de servidores juntos a uma relação com o nome de cada um e o valor especificado para uma possível cobrança.


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