Eleições 2016

Na corrida pelo Legislativo, candidatos buscam alternativas

Plenário Fausto Arruda da Câmara Municipal. Foto: Genilson de Lima
Plenário Fausto Arruda da Câmara Municipal. Foto: Genilson de Lima

Com menos espaço no horário eleitoral gratuito, no rádio e na televisão, que começa no próximo dia 26 de agosto, os candidatos a vereador nas eleições de outubro, em Fortaleza, terão de se desdobrar na campanha para conseguir chegar ao eleitor e garantir os votos necessários.

Por conta da minirreforma da legislação em vigência, a propaganda nas duas e mais importantes mídias só poderá ser veiculada por quem disputar o cargo de prefeito. Na capital cearense, alguns vereadores já começaram a gravar as rápidas inserções em áudio e vídeo que aparecerão na televisão e no rádio.

Concorrência
Ao todo, 1.101 candidatos disputam as 43 vagas na Câmara Municipal. A disputa revela uma concorrência acirrada, digna dos tradicionais vestibulares: 26 candidatos, por vaga. Os integrantes das chapas proporcionais aparecerão somente nas inserções (pequenas chamadas distribuídas no decorrer dos 45 dias da programação política transmitida).

Mais força
A professora de Ciência Política, Carla Michele Quaresma, lembrou que a disputa para vereador é algo mais tradicional, pois é o parlamentar mais próximo do povo. Carla Michele entende que, do ponto de vista publicitário, as inserções são bem mais essenciais aos candidatos, pois o eleitor é surpreendido em diferentes blocos partidários. Além disso, aqueles que têm inovado, utilizam a internet para apresentar suas propostas. “A força das inserções é muito maior. Elas pegam o eleitor no meio da programação, enquanto nos blocos de programas, as pessoas levantam”, avalia a cientista política.

Seleção
Questionada se o pouco tempo levará os partidos a adotar seletividade em relação aos uso dos espaços, Michele acredita que “não”, até porque as siglas já adotam tal prática. “Na verdade, aqueles que tem mandato tem visibilidade maior. Já é uma regra e não muda por conta da mudança eleitoral. Isso já é uma constante”, frisou a especialista.

Para a advogada eleitoral Isabel Mota, as siglas podem adotar seletividade, diante da “enorme quantidade de candidatos e pouco tempo de propaganda”. Contudo, é um assunto de caráter interno dos partidos que devem discutir as estratégias. E aquele que se sentir prejudicado, pode recorrer à Justiça.

Estratégia
Estratégias como o uso de redes sociais (Facebook e WhatsApp notadamente) e o corpo a corpo em caminhadas e reuniões em bairros são alternativas às quais os candidatos devem recorrer para alcançar o objetivo de assegurar uma cadeira na Câmara Municipal em 2017. Evaldo Lima (PCdoB) candidato à reeleição, afirmou que a mudança na legislação sobre a propaganda eleitoral traz um aspecto positivo. Isso porque, segundo ele, a inserção das candidaturas em horário diluído acaba favorecendo um alcance “razoável” e “positivo”, pois pega o eleitor no meio da programação, enquanto nos blocos de programas, as pessoas levantam, outras não assistem.

Com informações do OE


Curtir: