Ceará

“Não vamos abrir um milímetro sequer de combater o crime no Ceará”, diz Camilo

Camilo diz que não recuará diante de ameaças do crime. Foto: Divulgação
Camilo diz que não recuará diante de ameaças do crime. Foto: Divulgação

O governador Camilo Santana afirmou que não irá recuar diante das ameaças de supostas facções criminosas, publicadas por um perfil falso no Facebook. Na mensagem, o autor identificado como “O crime do Ceará” diz que “caso a lei que obriga as operadoras de telefonia móvel a bloquear o sinal de celulares em unidades prisionais do Ceará não seja vetada, atitudes drásticas serão tomadas. O crime está muito bem preparado para uma guerra contra o Governo”.

Segundo Camilo, as investigações estão sendo realizadas na tentativa descobrir os responsáveis pelas dinamites encontradas dentro do porta-malas de um veículo roubado, deixado em uma rua ao lado da Assembleia Legislativa do Ceará, na noite da última segunda-feira (4).

“Determinei que fosse, rigorosamente, feita a investigação sobre a origem dessas ameaças que estão na internet, vinculando a lei do bloqueio do sinal telefônico aos explosivos encontrados. Foram capturadas imagens de câmeras nas redondezas da Assembleia Legislativa e a investigação desse caso está correndo com muito rigor. Esse caso é muito sério. Acredito que, com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público, vamos identificar a origem desse caso”, disse.

Intimidação
“Se isso é uma tentativa de intimidar o Governo ou a Secretaria da Segurança nessa área, dizemos que eles estão enganados. Não vamos abrir um milímetro sequer de combater o crime no Ceará”, concluiu o governador. A afirmativa aconteceu durante a reunião mensal sobre índices de segurança pública do Estado, realizada na manhã de ontem, na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Bloqueio
Sobre a lei, o Governador foi enfático em dizer que foi formado um grupo de trabalho na tentativa de organizar a implantação das medidas junto às empresas telefônicas para que a lei seja posta em prática o mais rápido possível. “A lei do celular eu já sancionei. Nós vamos colocá-la em vigor e obrigar as operadoras a bloquear os sinais de celulares, pois é uma forma de reduzir a criminalidade e combater a violência. O Governo não vai abrir um milímetro no combate ao crime organizado”, reiterou Camilo.

Investigação
Na ocasião, o secretário da Segurança, Delci Teixeira, disse que não descarta nenhuma linha de investigação sobre o paradeiro dos explosivos. “Não descartamos nenhuma linha de ação. Trabalhamos com todas que estão se apresentando até o momento. Estamos nos reunindo quase que permanentemente desde o momento que o carro foi encontrado com os explosivos”, falou.

Sobre a origem das dinamites encontradas no carro, Delci acredita que elas podem ser resultado dos assaltos registrados a pedreiras no Ceará. “Tivemos três assaltos no Ceará, onde foram roubadas dinamites. Geralmente, esses explosivos são empregados para estouro de caixas-fortes de agências bancárias”. Segundo ele, essa é a linha mais forte das investigações.

“Eu diria que, entre as afirmativas, a mais forte seria a de que o grupo que colocou os explosivos, seria o mesmo grupo que trabalha em ataques a bancos e esses explosivos são oriundos dessas pedreiras que foram roubadas”, apontou. Entre as pedreiras roubadas, recentemente, estão as de Maracanaú, Caucaia e Quixeré.

Caso
Mais de 13 quilos de explosivos foram encontrados dentro do porta-malas de um Volkswagen Up, de cor prata, estacionado na Rua Francisco Holanda, ao lado da Assembleia Legislativa do Ceará, no bairro Dionísio Torres. De acordo com a SSPDS, os materiais explosivos foram identificados por volta de 22h30 de segunda-feira (4). A ação de retirada das 48 dinamites aconteceu por volta das 2 horas de terça-feira e contou com o trabalho dos policiais militares do Esquadrão Antibombas do Gate. As ruas do entorno ficaram isoladas até a retirada total dos artefatos.

Raio
A explosão do material tinha capacidade de alcançar um raio de até 50 metros. “A maneira como as dinamites foram encontradas, identificamos que estava preparada. Ela tinha estopim e espoleta. Então, para que aquilo fosse acionado, alguém teria que ir ao local e acender. E me parece que pelo tamanho do estopim, a pessoa teria uns dois minutos para sair do local”, explicou Delci Teixeira.

Com informações do OE


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