Ceará

“Não vou deixar um ladrão assumir meu lugar”, diz Cid ao admitir candidatura ao Senado

“Não vou deixar um ladrão assumir meu lugar”, diz Cid ao admitir candidatura ao Senado. Foto: PDT

O ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) já fala abertamente em se candidatar ao Senado nas eleições de 2018. A motivação, segundo ele, tem por objetivo não “deixar um ladrão assumir” no lugar dele.

Ao se defender das acusações de que teria recebido propina da empresa JBS, o ex-governador falou do desejo de se candidatar novamente para um cargo público.

” Temos a consciência de quem escolhe essa vida pública vai sofrer ameaças, tentação e calúnias, eu sempre fui transparente e isso é a melhor defesa para isso. Eu nunca recebi 1 centavo da JBS, ajuda de campanha é diferente, é legal! Sou digno, sério e honrado, tudo o que espero da vida pública é ser lembrado pela luta a favor do Ceará e do cearense e de minha seriedade e honestidade. E isso tudo me motivou muito para voltar a ser candidato em 2018. Não vou deixar um ladrão assumir meu lugar! A verdade prevalecerá!”, disse Cid.

PDT
As declarações foram feitas durante encontro regional do PDT, que aconteceu no final de semana na região do litoral oeste e Vale do Curu, no município de Itarema. Esse foi o quarto dos nove encontros da sigla, que vem planejando e debatendo um projeto para “transformar o Brasil a ser apresentando durante a disputa de 2018”.

Motivação
No evento, Cid conta que as recentes delações trouxeram uma nova motivação para a sua candidatura nas próximas eleições. “Eu tava achando que já não devia ser candidato a nada. Mas essas coisas, acho que trazem uma motivação. Acho que trazem o sentimento de briga. E, se queriam isso, eu estou hoje muito mais candidato a ser candidato do que estava alguns meses atrás. Porque isso será uma oportunidade de, no dia a adia, demonstrar para a minha gente cearense que comigo não tem maracutaia, comigo não tem ladroagem, comigo não tem desonestidade”, disparou o pedetista, arrancando aplausos dos aliados.

“Honestidade”
Cid também afirmou que o Congresso Nacional precisa de “políticos honestos” e que trabalhem em nome da população. “Eu prego e sou uma pessoa honesta. E acho que a política está precisando de mais gente honesta. E é isso que, de alguma forma, me motiva. Porque, se eu não sou candidato, talvez esteja abrindo espaço para um ladrão, um vagabundo, um corrupto, ocupar este espaço. E, em nome de servir ao meu povo, em nome de lutar para que a política seja um espaço de gente séria, um espaço de realização para a população, principalmente daqueles que mais precisam, é que eu, de novo, estou me motivando a talvez ser candidato em 2018″, enfatizou.

Processo
Cid reafirmou que irá processar o empresário Wesley Batista, da JBS, após o diretor da empresa ter declarado à Justiça que doou dinheiro a pedidos do então governador do Ceará para a campanha de Camilo Santana (PT) nas eleições de 2014 em troca da liberação de créditos fiscais.

Prioridade
Sem citar suas pretensões políticas no pleito do ano vem, o deputado André Figueiredo, citado por Cid para ser o segundo nome na chapa para o Senado, exaltou que as candidaturas de Cid e Ciro são prioridades do PDT nacional, além de focar na eleição do maior número de representantes ao Legislativo.

“Estou extremamente feliz por estar desde 1984 no PDT e o ver crescendo e ser o maior partido do Estado em número de prefeitos e deputados estaduais. As candidaturas de Cid e Ciro são prioridades do PDT nacional, que ainda foca em aumentar o número de representantes no parlamento junto com nossa bancada. Temos orgulho de ter Ciro como candidato à Presidência. Ele está incomodando os críticos, mas chegará forte em 2018″, frisou o parlamentar.


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