Articulação
Atualizado em: 01/08/2011 - 11:35 am

Negociações não avançam e professores podem deflagrar greve nesta segunda

Com o impasse nas negociações e sem a garantia de que a reivindicações sejam atendidas pelo governador Cid Gomes, os professores da rede pública estadual de ensino já avaliam que não resta outra alternativa e que a greve geral por tempo indeterminado deve ser deflagrada após assembleia da categoria marcada para esta segunda-feira  (01/08).

Os educadores estarão reunidos a partir das 15 horas no Ginásio Paulo Sarasate. Os professores estão em “estado de greve” desde o dia 30 de junho. O indicativo de greve geral por tempo indeterminado ganhou força depois da reunião com Cid Gomes na semana passada.

A palavra de Cid
Na noite desta quinta-feira (28/07), o governador Cid Gomes esteve reunido com representantes dos professores para apresentação uma proposta para a categoria. Segundo o governo, a proposta feita em conjunto pela Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria da Educação (Seduc) e Secretaria da Fazenda (Sefaz) elevaria em 45% a remuneração (base+regência) do professor em início de carreira com nível superior, em relação a 2010, passando de R$ 1.461,50 para R$ 2.000,00.

Já para os professores temporários, a proposta de Cid Gomes combinada à lei que recentemente equiparou a remuneração ao nível 13, representará um incremento de até 60%. O governo defende que com esta medida, o Ceará saltaria do 23º para 15º maior salário entre os Estados do Brasil. A lei será enviada à Assembleia no início de agosto com a volta dos trabalhos legislativos.

“A proposta do Estado melhora significativamente os salários de quem está no início de carreira e deixa os professores temporários também equiparados. Isso também dá condições, para os que estão há mais tempo, de terem mais perspectivas com relação às remunerações futuras”, disse o Governador.

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Lei que deturpa Lei
Do outro lado, os professores afirmam que mesmo após uma “longa negociação” entre Sindicato Apeoc e Governador Cid Gomes, o projeto de Lei que será enviado para votação na Assembleia “destrói qualquer perspectiva de carreira para os professores e deturpa a Lei Nacional do Piso do Magistério”. 

Hora Atividade
Além da questão salarial, a Lei Nacional do Piso estabelece outros direitos aos educadores como 30% da carga horária para o planejamento das aulas. O estado contesta a determinação e aguarda pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto.

Por enquanto, os professores da rede estadual tem direito a apenas 20% e segundo o governador não existe previsão de mudanças.

“Não estamos cogitando em alterar aquilo que é lei estadual, que é 20% da carga horária dos professores reservadas ao planejamento”, disse Cid Gomes durante entrevista no dia 14 de junho de 2011. (Confira a entrevista aqui)

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