Câmara dos Deputados

Novo líder diz que prioridades do PDT incluem PNE, reforma política e Lei da Copa

Deputado André Figueiredo afirma que o PDT pertence à base do governo, mas poderá divergir em relação a propostas que atentem contra os princípios partidários. Foto: Agência Câmara

O novo líder do PDT na Câmara Federal, deputado cearense André Figueiredo (CE), afirmou que as prioridades do partido para este ano incluem a votação do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), da reforma política e da Lei Geral da Copa (PL 2330/11). Em seu terceiro mandato de deputado federal, Figueiredo foi eleito na terça-feira (31) para a liderança do partido, em substituição ao deputado Giovanni Queiroz (PA).

Leia a entrevista com o deputado André Figueiredo à Agência Câmara:

AC – Quais as prioridades do seu partido para discussão e debate na Câmara neste ano?

André Figueiredo – O Plano Nacional de Educação (PNE), que é um dos pilares do programa do partido, com destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor e com a proposta de educação integral, para que, em 10 anos, haja inclusão de todas as crianças. Além disso, a reforma política, a Lei Geral da Copa, o Código Florestal [EMS 1876/99] e os royalties do petróleo [PL 2565/11], que precisam ser discutidos de forma a reduzir as desigualdades regionais.

AC – Como está a relação do partido com o governo e suas propostas?

André Figueiredo – Nós somos da base do governo, mas sempre deixamos muito claro tanto para o ex-presidente Lula como para a presidente Dilma que, em alguns momentos, vamos divergir em relação a propostas que atentem contra os princípios do partido.

AC – Qual a posição do partido em relação a temas polêmicos que estão na agenda deste semestre, como a Lei Geral da Copa?

André Figueiredo – Estamos muito próximos da posição do relator. Concordamos com a liberação de bebidas alcoólicas dentro de regras estabelecidas, com a criminalização de atos de violência dentro dos estádios. Creio que haverá acordo na comissão especial e que a proposta será aprovada sem maiores problemas até a primeira quinzena de março.

AC – E o Código Florestal?

André Figueiredo – A bancada do PDT não tem unanimidade de pensamento em relação a esse tema. Então, esperaremos para ver qual será o texto que virá do Senado para que possamos ou adotar uma posição unificada ou liberar a bancada. A tendência é, claro, que nós votemos com o governo.

AC – Qual a posição do PDT em relação à reforma política?

André Figueiredo – O objetivo da reforma política deve ser reduzir a mercantilização dos processos eleitorais. A coincidência de datas de eleições atende a esse objetivo de minimização dos custos eleitorais. Além disso, a reforma deve objetivar a valorização dos partidos políticos, senão com listas fechadas, pelo menos com votos de legenda destinados a candidatos elencados em listas partidárias. Defendemos ainda a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha.

AC – E em relação ao Fundo de Previdência Complementar do Servidor (PL 1992/07)?

André Figueiredo – Esse é um tema extremamente complexo para o PDT. Teremos dificuldade de votar com o governo em relação a qualquer medida que prejudique o trabalhador, seja ele da iniciativa privada ou servidor público.

AC – Por fim, qual é a posição do PDT em relação à PEC 300/08, que fixa o piso salarial de policiais militares e bombeiros nos estados?

André Figueiredo – O partido não tem uma posição firmada, apesar de a maior parte dos deputados ser favorável. Eu sou favorável. Entendo ser indispensável termos policiais militares e bombeiros bem remunerados, mas temos que defender mecanismos para que determinados estados não quebrem, pois o impacto financeiro será muito forte. Podemos fazer isso de forma gradual.

Da Agência Câmara de Notícias

One thought on “Novo líder diz que prioridades do PDT incluem PNE, reforma política e Lei da Copa

  1. Esse deputado, novo lider do PDT na câmara, não podia ter uma opinião pior. Aliás, toda a “base aliada” ou como dizem os jornalistas “a Tropa de Choque” e outros adjetivos. “A tendência é, claro, que nós votemos com o governo.”, disse ele.

    Disse ele (cópia abaixo), traduzindo: Vender bedidas alcoolicas para estrangeiros e ricos pode. Para brasileiros pobres, não! É o que se constata desta pergunta feita por um jornalista sobre a lei da copa.

    “Qual a posição do partido em relação a temas polêmicos que estão na agenda deste semestre, omo a Lei Geral da Copa?
    André Figueiredo – Estamos muito próximos da posição do relator. Concordamos com a liberação de bebidas alcoólicas dentro de regras estabelecidas, com a criminalização de atos de violência dentro dos estádios. Creio que haverá acordo na comissão especial e que a proposta será aprovada sem maiores problemas até a primeira quinzena de março.”
    Gostaria de saber o que significa “próximo”?
    Agora, só falta a votação da suspensão do Código de Trânsito Brasileiro, pelo menos dos estádios até os hoteis, com as autoridades escondendo os bafômetros em local bem seguro (afinal, os “estrangeiros” só andam de carrões superseguros, e mesmo bêbados dirigem melhos que a “pobreza” brasileira, suas carroças). Suspender também o Código Penal (entre eles não há bandidos).

    A solução para o controle das despesas, deve começar pelo congresso. Para que 513 deputados e 81 senadores se a maioria é “incentivada” “a votar com o governo”, como acima. Uma redução drástica seria necessária. Reduzindo também as assessorias, as “verbas indenizatórias?” etc.
    Sabe quando isso vai acontecer, nunca, pois boa parte vota “em causa própria” ou então é “incentivada” “a votar com o governo”. Pobre Brasil, ricos políticos!

    “Defendemos ainda a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha.”, diz ele:
    Seria mais dinheiro nosso para eles controlarem a inflação e as nossas despesas com o governo. Por que não usam as “verbas indenizatórias”?

    O Brasil não é um país sério mesmo, e os (líderes) políticos cada vez piores!

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