Nacional

Novo ministro das Cidades assume papel de ‘destravar engrenagens’ da pasta

Posse de Aguinaldo Ribeiro (PP). Foto: Agência Brasil

O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), tomou posse na tarde desta segunda-feira (6), e assumiu o papel de “destravar as engrenagens” da pasta. Ribeiro afirmou em seu discurso que sua prioridade será a gestão, e disse ser capaz de aliar a atividade política ao rigor técnico.

“Recebi uma instrução clara para destravar as engrenagens do Ministério das Cidades”, afirmou Ribeiro, após fazer uma homenagem a seu antecessor, Mário Negromonte (PP). “É forçoso reconhecer que vivemos um clima de grande ceticismo em relação aos políticos. É plenamente possível conciliar atividade política com rigor técnico. E nos dias de hoje, a boa política deve estar baseada na gestão”, disse.

Ribeiro também declarou que um de seus papéis será promover a inclusão social, destacando a execução do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Para afastar imagem de divisão interna no PP, ministro Aguinaldo Ribeiro fez diversas menções à “unidade” de seu partido, conferindo atenção especial ao presidente da sigla, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

Dilma Rousseff
Em um gesto de deferência ao partido, a presidente Dilma Rousseff destacou a “importância estratégica” da pasta para o desenvolvimento do Brasil. Em seu discurso, Dilma disse contar com o apoio da legenda, repetiu diversas vezes a dimensão dos investimentos comandados pelo ministério e também citou a participação da pasta no “Minha Casa, Minha Vida”, um dos programas prioritários de sua gestão.

“Estamos decididos a investir pesadamente em infraestrutura e melhoria da distribuição de renda e da qualidade de vida em nosso País”, disse a presidente ao novo ministro. “Sob sua gestão, estarão políticas decisivas para o desenvolvimento e um dos nossos mais caros objetivos, que é oferecer melhores condições de vida à população.”

Demissão do ex-comandante
Ribeiro assume uma pasta envolvida em uma série de denúncias e cujo andamento de obras era motivo de descontentamento da própria presidente. No seu discurso, ele prometeu “interlocução com os órgãos de controle” e fiscalização.

Ele foi indicado para o cargo após a demissão do ex-comandante da pasta, Mário Negromonte (PP), que culpou setores de seu próprio partido pelo desgaste que sofreu nas últimas semanas. Negromonte foi acusado de receber lobistas e participar da fraude de um documento que recomendava um sistema de transporte mais caro para Cuiabá para a Copa do Mundo.

Com informações da Agência Estado