Eleições 2014

Novos partidos preparam estratégias para enfrentar primeira eleição

O Pros fará sua estreia nas urnas em 2014, mas já é o maior partido do Ceará. Foto: Kézya Diniz
O Pros fará sua estreia nas urnas em 2014, mas já é o maior partido do Ceará. Foto: Kézya Diniz

Diante da sopa de letrinhas dos partidos pertencentes à política nacional, ainda há espaço para novas legendas. Os eleitores brasileiros vão acompanhar, em 2014, a estreia de três novas siglas que, somadas aos outros partidos, formam o time de 33 agremiações políticas. Os estreantes são o Partido Ecológico Nacional (PEN), o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e o Solidariedade (SDD), que foram criados entre 2012 e 2013 e, desde então, trabalham para fortalecer suas articulações para a primeira disputa eleitoral.

SDD
Presidente municipal do SDD, em Fortaleza, o deputado estadual Fernando Hugo diz esperar que, nesta primeira eleição de outubro, o partido mostre sua força de recém-criado. “Espero que se consiga eleger, no mínimo, quatro deputados estaduais e um deputado federal, que é o Genecias Noronha. Desse modo, o Solidariedade estará aberto a novas filiações para, quantitativamente, mostrar sua grandeza, para que no futuro possamos estar entre os três ou quatro partidos mais fortalecidos e respeitados no Brasil e no Ceará”, disse.

Mesmo sem uma diretoria executiva formalizada, o deputado diz que o presidente da legenda no Ceará, Genecias Noronha, articula-se em busca de novos adeptos. “O partido funciona na provisoriedade legal que a legislação permite, porém, preza a presença de pessoas justas, honestas, fichas limpas no partido”, disse.

Nacionalmente, o deputado diz: “Existe por parte de todos, uma vontade que mudemos a Presidência da República e o nosso desejo é o de apoiar, de acordo com as mediações feitas no Planalto, Aécio e Eduardo Campos”.

PEN
Registrado em junho de 2012, o Partido Ecológico Nacional (PEN) está preparando-se para disputar sua primeira eleição. O presidente do partido no Ceará, Samuel Braga, disse que a chapa conta 62 candidatos a deputados estaduais e oito para deputado federal e que reuniões, palestras e seminários estão sendo realizados para sintonizar os parlamentares da legenda. “Nesta eleição, temos a perspectiva de eleger dois deputados estaduais. Reuniões periódicas estão ajudando a sintonizar o partido com os ideais e anseios do povo”, disse Braga.

No plano federal, o presidente do partido conta que a estratégia está sendo a de formar uma coligação. “É difícil um partido pequeno fazer a legenda de 200 mil votos para eleger um candidato”. A coligação “G7” reúne, além do PEN, os partidos: PMN, PPL, PPC, PTN, PSC e PTdoB.

Samuel Braga adianta, ainda, que há a possibilidade de lançar um candidato à Presidência da República no nome de Denise Abreu. “Apesar de ser um partido novo, está sendo bem aceito e está crescendo com qualidade. Estamos tendo o cuidado de analisar o perfil de cada dirigente, pessoas que se identifiquem com a causa do partido que é a sustentabilidade e a defesa do meio ambiente”, finalizou.

Pros
O Pros foi criado em setembro de 2013 e esta, também, será a primeira disputa do partido em uma eleição. Reunindo forças através da migração de parlamentares do PSB para a nova legenda, no Ceará, o Pros já nasceu como um dos maiores partidos do Ceará, comandando 35,86% dos 184 municípios do Estado. Além de cinco deputados federais e 11 estaduais, a sigla tem o governador Cid Gomes; o presidente da Assembleia, José Albuquerque; o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; e o secretário da Saúde, Ciro Gomes.

Nenhuma liderança do Pros quis se pronunciar sobre os preparativos para a estreia deste ano. No entanto, em entrevista no início deste ano, o presidente estadual do partido, Danilo Serpa, declarou que a legenda está “presente e estruturada” em todos os 184 municípios cearenses. “Utilizando esse alcance, iremos realizar Seminários Regionais em todo o Estado, oportunidade em que iremos discutir os nomes de nossos candidatos para as eleições”.

O silêncio do Pros acontece em meio a queda de braço entre lideranças do Ceará e a cúpula nacional da legenda que promoveu uma “intervenção branca” nas comissões provisórias do partido, retirando das sessões estaduais e municipais as senhas para realização de registros junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Com informações do jornal O Estado


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