Impeachment

Oposição diz que governo Dilma “jogou a toalha”; Aliados acreditam em reviravolta

Raimundo Matos dá como certa a aprovação do impeachment no Senado. Foto: Agência Câmara
Raimundo Matos dá como certa a aprovação do impeachment no Senado. Foto: Agência Câmara

Oposicionistas afirmam que a presidente Dilma Rousseff “jogou a toalha” e, em breve, será impedida pelo Senado Federal de permanecer no cargo. Os motivos para as declarações são diversos, mas as articulações registradas nos últimos dias se projetam como decisivas contra o governo Dilma, segundo o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

“A proposta de eleições gerais por parte da presidente Dilma é um sinal de que ela já jogou a toalha, já sabe que vai perder a batalha”, frisou, acrescentando que Dilma reconhece que não possui mais apoio do Congresso Nacional e que, por isso, segundo ele, não tem mais credibilidade em virtude de toda pauta de ações negativas em todas as áreas.

Vai mal
O parlamentar avalia que os senadores possuem uma compreensão da situação econômica do país e, portanto, não seguirão nesta ideia de “golpe”. Gomes de Matos apontou que a economia vai mal, a condução política vai pior e tem pouca coisa que Dilma Rousseff possa fazer para estancar a deterioração completa do seu governo que, segundo ele, passa por uma crise de “credibilidade”.

“Já caiu”
Entre os oposicionistas, o diagnóstico é de que a tática do Palácio do Planalto não tem surtido mais efeito. “A Dilma já caiu na Câmara Federal e o Senado da República vai continuar o processo para que ela deixe o Governo”, disparou o deputado Moroni Torgan (DEM), acrescentando que Dilma Rousseff perdeu credibilidade. Ele cita, inclusive, a debandada da base aliada, que, segundo ele, pode ser percebida diante da votação na Câmara dos Deputados.

“Uma pessoa que tem uma base no Congresso de apenas 137 deputados, não tem mais condições de governar um País”, salientou, acrescentando que, embora veja com “bons olhos” um governo Michel Temer, defende novas eleições gerais para o cargo de presidente da República. “Sou favorável as eleições gerais para que o Brasil possa voltar a crescer, fortalecer a democracia e reformar tudo que está aí de ruim complicando a vida da população”, citou.

Governo Temer
Aliados de Temer, inclusive, já fazem as contas para ele assumir o cargo. Pelos cálculos do deputado estadual Leonardo Araújo (PMDB), o partido dentro de quinze ou vinte dias assumirá a chefia do Palácio do Planalto. “Acredito piamente que a vitória vai ser das oposições que, através do impeachment, vai tirar do governo a presidente Dilma Rousseff”, disse. Inicialmente, conforme o parlamentar, o eventual governo Temer deve ser de coalizão e, para isso, tem sido amplamente discutido internamente. “O governo Temer tem ser de coalizão, governo supra partidário e, acima de tudo, um governo que vai priorizar os cortes de gastos públicos”, afirmou.

Reviravolta
Embora admitam nos bastidores que a situação de Dilma é preocupante, aliados não dão a batalha como perdida. É o caso do deputado Arnon Bezerra (PTB). Para ele, a Presidente ainda reúne condições para barrar o processo no Senado. “Espero que o Senado corrija o erro. Não sou eu, somente, que está dizendo isso, mas o mundo inteiro, através da imprensa internacional, tem conhecimento de que a presidente Dilma está passando por uma grande injustiça”, disse, acrescentando que “abriu-se um precedente de que qualquer que seja a impopularidade vem criar uma dificuldade para qualquer gestor municipal, estadual e federal”.

Espaço
O líder do Governo na Câmara Federal, deputado José Guimarães (PT), também garantiu que o Governo seguirá lutando e acredita que há espaço para reverter o processo no Senado.

Com informações do OE


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