Articulação
Atualizado em: 05/05/2011 - 8:41 pm

A base aliada da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), protocolou três pedidos de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e jogou um balde de água fria na oposição que já começava a articular a proposta de uma investigação sobre as denúncias do uso do cartão corporativo da prefeitura.

Manobra
Para a oposição, o movimeto dos vereadores da base de apoio de Luizianne cheira a “manobra” política para evitar possíveis investigações de denúncias contra a gestão petista, inclusive de uma outra CPI para apurar denúncias da gestão de Luizianne .

“Se você olhar a redação dos requerimentos, dois deles,  praticamente é identica a redação, mudando apenas o teor, parece que foi o mesmo assessor que realizou. A data em que elas são protocoladas, todas no dia 4 de maios, três por conincidência no dia 4 de maior, o que portanto nós faz suspeita uma manobra”, lembra João Alfredo (PSOL).

CPI’s da base
A base aliada deu entrada em três CPI’s:

  • A vereadora Eliana Gomes (PCdoB) quer investigar a rede de prostituição em Fortaleza;
  • O vereador Marcílio Gomes assinou proposta de investigação sobre a regularização dos pespaços públicos e áreas verdes da capital;
  • E o vereador Marcus Teixeira (PMDB) propôs que uma outra CPI apure a existência do funcionamento de “taxis piratas” em Fortaleza.

Sem dormir no ponto
Logicamente, todos os vereadores da base aliada de Luizianne negam a “manobra”. O líder da prefeita na Câmara, Ronivaldo Maia (PT), diz que “ouviu” falar em CPI da oposição, mas que efetivamente apenas a situação se movimentou para a instalação das Comissões

“Quem tá propondo CPI tem que colocar no papel, coletar assinaturas, tem que protocolar e dar entrada na Casa”, ressaltou Ronivaldo.

Sem espaço
Na prática, a oposição perdeu espaço e, de acordo com o Regimento interno da Casa, está impedida de propor novas Comissões Parlamentares de Inquérito.

“Com três CPI’s funcionando, protocoladas nesta Casa, só há espaço após a conclusão de uma dessas CPI’s para receber uma nova”, explicou o presidente da Câmara, Acrísio Sena (PT). 

Acompanhe a matéria que foi ao ar no Jornal Jangadeiro :

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