Mensalão

Oposição quer explicações sobre denúncias; base desqualifica Valério

Oposição quer explicações sobre denúncias; base desqualifica Valério

As denúncias feitas pelo empresário Marcos Valério, pivô do escândalo do mensalão, de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dado aval ao esquema de empréstimos fraudulentos que abasteceram o esquema dominaram os debates no Congresso Nacional na terça-feira (11). A oposição cobrou explicações, enquanto o governo desqualificou as declarações de Valério.

A denúncia
O jornal O Estado de S. Paulo divulgou o conteúdo de um depoimento prestado por Valério ao Ministério Público em setembro. No documento, o empresário, condenado a 40 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), disse que foi ameaçado por integrantes do PT e que o esquema financiou despesas pessoais do ex-presidente.

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Oposição
PSDB, PPS e DEM cobraram explicações. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), lembrou que o partido já apresentou uma representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para investigar as novas denúncias de Valério. “Gurgel tem uma representação do PPS há mais de um mês, então é só pedir que seja feita a investigação”, defendeu Bueno.

Valério no Congresso
Já o líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE), defendeu a divulgação do teor do depoimento de Marcos Valério divulgado pelo jornal. Segundo o deputado, não há motivos para que o documento tramite em sigilo judicial. “Queremos que o Ministério Público dê transparência e divida com o Brasil e com a imprensa as denúncias feitas por Marcos Valério. Não há nada do ponto de vista legal que proteja essas informações”, avaliou. Bruno Araújo disse ainda que tentará aprovar um convite para que Valério venha ao Congresso falar das novas denúncias. “Se a maioria não permitir, que ele venha informalmente.”

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Na defesa de Lula
Os governistas defenderam o ex-presidente Lula e desqualificaram Valério. O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), disse que as novas denúncias são um ato de “desespero”. “É uma pessoa desqualificada, que foi condenada, processada e vai ser presa”, disse Tatto, para quem as denúncias buscam apenas “desconstruir o governo Lula”. Segundo ele, não há indícios para que o ex-presidente seja investigado.

Sem novidade
Já o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou que as denúncias não são novidade, pois já foram divulgadas em setembro. Segundo ele, à época, Roberto Gurgel disse que teria cautela diante das denúncias, que poderiam ser estratégia de defesa. “Eu não elimino essa hipótese. De repente, tocando em temas como ameaças, pode ser uma estratégia para entrar no rol de testemunhas que receberiam proteção e sequer ir preso”, analisou.

Com informações da Agência Câmara Notícias


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