Eleições 2014

Para barra o “Volta, Lula”, PT oficializa pré-candidatura de Dilma à reeleição

Dilma e Lula participam do 14º Encontro Nacional do PT. Foto: Reprodução TV
Dilma e Lula participam do 14º Encontro Nacional do PT. Foto: Reprodução TV

Durante o 14º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, o presidente nacional da legenda, deputado estadual Rui Falcão (SP), oficializou a indicação da presidente Dilma Rousseff como pré-candidata à reeleição.

“O encontro é, sobretudo, o momento de formalizarmos, solenemente, a indicação da companheira Dilma Rousseff como nossa pré-candidata à Presidência da República”, disse Falcão.

Sem “volta, Lula”
Numa tentativa de arrefecer os discursos de “Volta, Lula”, pelo menos dentro do partido, o presidente do PT convoca a militância a trabalhar “sem salto alto”. “Lideramos as pesquisas e as expectativas de vitória. Mas sabemos que será uma disputa árdua, contra adversários cuja gana de nos derrotar não encontra limites, que são capazes de tudo para atingir seus objetivos. Portanto, não os subestimemos – e nada de salto alto ou de triunfalismo”.

Segundo Falcão, nos seis meses que faltam até a eleição “não há tarefa mais importante do que obter, nas urnas, um segundo mandato para a companheira Dilma”. “Esta é uma aspiração não apenas do PT, mas da maioria do povo brasileiro”, afirma.

Mudança
Citando pesquisas que apontam que o brasileiro quer mudanças, o presidente do PT afirma que o eleitorado “quer que Dilma continue a mudar o Brasil como vem fazendo”. “A rima popular é mudança com esperança. E a sabedoria popular diz que mudança com esperança é Dilma”, prega. “A rima popular é mudança com segurança. E a sabedoria popular diz que mudança com segurança, só com Dilma.”

Objetivo
O presidente petista diz ainda aos militantes “que a partir de hoje, toda a nossa energia se concentrará no objetivo central do PT: a reeleição”.

Adversários
Sem citar nominalmente os prováveis adversários da presidente no pleito, Falcão faz menções ao senador tucano Aécio Neves e ao ex-governador Eduardo Campos (PSB). “Como bem disse a nossa presidenta em declarações recentes, mudar não é retroceder, não é dar um passo atrás em direção ao passado, a exemplo de um dos adversários de nosso projeto, que ostenta um antigo político como seu padrinho e tutor eleitoral: sim, aquele mesmo que legou ao País uma herança maldita”, afirma, referindo-se a Aécio e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O presidente do PT destaca também propostas recentemente defendidas por Aécio, que se disse disposto a estudar a flexibilização das leis trabalhistas em alguns setores da economia. “Agora, como pré-candidato, anuncia medidas ‘impopulares’, como a flexibilização das leis trabalhistas e o fim da lei do salário mínimo, que em 11 anos garantiu um aumento para os trabalhadores de quase 70% acima da inflação”, diz Falcão.

Sobrou para Campos
Em mais críticas a Campos, Falcão afirma que “este candidato, aliás, que nunca teve ideias próprias, que sempre andou a reboque do nosso programa de desenvolvimento, tenta, agora, deformar nossas ideias para torná-las mais palatáveis aos poderosos”.

Com informações da Agência Estado


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