Eleições 2016

Partidos “nanicos” querem levar vantagem em 2016

Roberto Mesquita ressalta que o PV, assim como outros pequenos, pecam ao aliarem-se a grandes partidos em troca de benesses
Roberto Mesquita ressalta que o PV, assim como outros pequenos, pecam ao aliarem-se a grandes partidos em troca de benesses

Os partidos considerados pequenos, apesar de terem sido prejudicados com a reforma política, no tocante às eleições proporcionais e terem o tempo de televisão reduzido, podem, no entanto, no pleito de 2016, conseguir ampliar o número de prefeituráveis e vagas nas câmaras municipais.

A estratégia é aproveitar o fato de não estarem como protagonistas do desgaste político como grandes partidos (PT, PMDB, PSDB) nos escândalos de corrupção, que ganham, a cada dia, notoriedade com os processos de investigação da Operação Lava Jato.

Ceará
No Ceará, lideranças de partidos considerados “nanicos”, fazem uma projeção positiva acerca dos resultados de 2016. O deputado Júlio César (PTN), diz não ter dúvidas de que os partidos envolvidos em escândalos terão grandes dificuldades para eleger prefeitos e vereadores. “Hoje, a população está acompanhando os acontecimentos. Acho que os partidos emergentes, em fase de consolidação e crescimento, eles estão cada vez mais fazendo representantes, tanto nos legislativos como nos executivos”, opina.

Lava Jato
De acordo com o deputado Tin Gomes (PHS), na atual fase da “Lava Jato”, onde se apura a participação dos partidos envolvidos em corrupção, além da crise econômica, que impede os prefeitos de cumprirem promessas de campanha, tais fatores vão possibilitar uma maior abertura para novos candidatos e partidos pequenos. “Eles vão levar vantagem, mesmo tendo pouco tempo de televisão”, pondera. Conforme Tin, que é pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, pelo PHS, a legenda tem comissões provisórias em 120 municípios e o grêmio prevê lançar candidatura em 30 cidades. “Hoje, há dois prefeitos e quatro vices. Acredito que a gente possa dobrar, chegando a 10 prefeitos e um significativo número de vereadores”, ressalta.

PSDC
Também sem apontar a expectativa de prefeituráveis, o presidente regional do PSDC, deputado Ely Aguiar, salienta que, pelo menos, em Fortaleza, a expectativa é de manter as duas cadeiras de vereadores. “É necessário uma mobilização para que a população entenda que os partidos políticos pequenos, alguns não se envolveram nesse mar de corrupção. Mas, hoje, existe uma crítica generalizada. Temos que separar o joio do trigo”, exorta.

Eleições Emblemáticas
“Eu sou um dos que penso que a eleição de 2016, será emblemática. Será a transição do nosso País. Porque eu não creio de que, diante de tantos escândalos e problemas, não haja, por parte do eleitor, uma mudança do que nós vemos se repetir anos após anos. Parlamentares envolvidos em corrupção com cinco a seis mandatos”, afirmou o deputado Roberto Mesquita (PV).

Aliança
O parlamentar diz que apesar de ainda não saber a projeção da legenda em 2016, no Estado, afirma que o PV, como outras legendas pequenas, peca ao se aliar aos partidos grandes, em troca de benefícios. “O meu partido é assim”, pontua. “O povo, hoje, não está satisfeito com os políticos. E o instrumento que ele tem para mostrar de fato a sua revolta é o voto. Com relação ao meu partido, ele é um desses que se alia aos projetos de acordo com as beneficias dadas. A bandeira é maravilhosa, mas a estrutura, o sistema o engoliu”, acrescenta.

Terceira via
O deputado Heitor Férrer (PSB), que preside a legenda em Fortaleza, pondera que a sociedade, no sentido de modificação, de transformação, na busca do novo, pode buscar os pequenos. “Então, cabe aos pequenos, se tornando grandes, não cometerem os mesmos pecados dos que aí estão”, aconselhou. Heitor afirma que junto com o presidente estadual, deputado Danilo Forte, tem buscado fortalecer e dar musculatura ao partido no Ceará. “Estamos habilitando 120 municípios para as eleições de 2016”, informa.

Com informações do OE


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