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PDT vai punir “infiéis”e Férrer será chamado para dar explicações

PDT vai punir “infiéis”e Férrer será chamado para dar explicações. Foto: Paulo Rocha/AL
PDT vai punir “infiéis”e Férrer será chamado para dar explicações. Foto: Paulo Rocha/AL

O deputado federal André Figueiredo, presidente estadual do PDT, afirmou que os filiados que cometeram infidelidade partidária, contrariando a orientação da legenda nas últimas eleições, poderão ser punidos pela comissão de ética do partido. Nomes como o do deputado estadual Heitor Férrer (PDT) devem ser convocados pela comissão de ética para prestar esclarecimentos.

Segundo André, até o final do mês, todos os processos serão abertos junto à comissão de ética do PDT. Ele ainda informou que qualquer filiado ao PDT pode fazer uma representação contra o correligionário que declarou apoio ou até mesmo realizou campanha para candidato de outra coligação.

Férrer
No processo eleitoral, o deputado Heitor Férrer manifestou publicamente o apoio ao então candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB). O PDT faz parte da coligação que apoiou a candidatura de Dilma Rousseff (PT). Heitor afirmou que decidiu apoiar Aécio Neves por apego aos seus eleitores e pelo apelo da classe médica.

Na disputa pelo governo do Ceará, Heitor não apoiou Camilo Santana (PT), por ele ser ligado ao grupo do governador Cid Gomes (Pros), de quem foi opositor nos últimos sete anos. Mas também não declarou apoio ao candidato opositor Eunício Oliveira (PMDB).

“O deputado Heitor Férrer vai ter uma punição por ter sido infiel ao partido, que apoiava a reeleição da presidente Dilma Rousseff, na última eleição”, garante Figueiredo. No entanto, ele diz que a punição será definida pela comissão de ética e que, por enquanto, ainda não há nenhuma representação feita. A comissão de ética do PDT deverá se manifestar até o final do mês.

À disposição
Heitor afirma que está à disposição do partido para prestar qualquer esclarecimento sobre sua conduta durante a campanha eleitoral. “Eu não tiro a razão do partido de nos chamar para prestar esclarecimentos. Eu não me sinto constrangido e acredito que eles estão apenas cumprindo o seu papel. E eu irei respeitar qualquer decisão que o PDT tomar quanto a minha posição no período eleitoral”, ressaltou. André Figueiredo ainda destacou que esse procedimento da comissão de ética não é nenhuma novidade, já que, segundo ele, está definido no código de ética do PDT.

Com informações do OE


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