Ceará

Políticos cearenses ressaltam reformas em tramitação no Congresso Nacional

Para Danilo Forte (PSB), passada a denúncia contra o presidente, a pauta agora é “mudar a economia”

Enquanto o presidente Michel Temer se esforça para recompor sua base aliada no Congresso, depois da rejeição da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), a Câmara e o Senado tentam virar a página e se debruçaram sobre temas considerados prioritários para o segundo semestre.

Aliados de Temer, porém, defendem mudanças no rumo econômico, enquanto opositores ressaltam a instabilidade do Governo para avançar em temas considerados prioritários.

Reformas
Os deputados devem se concentrar, a partir de agora, na análise da reforma política, além da previdência (considerada prioridade pelo Palácio do Palácio). No plenário da Casa, três medidas provisórias precisam ser votadas com rapidez, pois podem perder a validade. “Pauta agora é mudar a economia. Pauta agora é voltar a gerar emprego, dinamizar a atividade comercial e distribuir melhor a renda do País. Estamos num período de queda na arrecadação de tributos dos governos federal, estaduais e municipais. E é necessário retomar a agenda econômica. Não tem outro caminho senão avançar nas reformas”, frisou o deputado Danilo Forte (PSB).

“Consciência”
O parlamentar acrescenta que “ser contra tudo e contra todos não leva ninguém a lugar algum. Precisamos de estabilidade. Não quero ver o Brasil seguir o mesmo caminho da Venezuela. É necessário uma consciência para rearrumarmos o País”. Segundo Danilo Forte, “o Brasil precisa votar as reformas, até mesmo por segurança por parte do governo e dos próprios aposentados e pensionistas”. Contudo, ele defende alternativas para aposentadoria do trabalhador rural.

Instabilidade
Para o deputado Chico Lopes (PCdoB), o presidente Michel Temer “seguirá sendo rejeitado pela opinião pública, com recorde de impopularidade, devido à conspiração contra a ex-presidente Dilma Rousseff e contra a população, com ataques contra a educação, a saúde, os direitos previdenciários e trabalhistas”.
“O povo está cansado de tudo isso, está consciente do que acontece neste momento e rejeita Temer, assim como rejeita as reformas, que são na verdade retirada de direitos. O povo quer Temer fora, quer mudanças e Diretas Já”, ressalta Chico Lopes.

Pressa
Além da reforma previdenciária, a reforma no sistema político-eleitoral também está na mira dos parlamentares cearenses. As mudanças, por sua vez, interessam a vários partidos, preocupados com a diminuição de receitas depois da proibição, em 2015, do financiamento empresarial de campanha. A classe política tem pressa na aprovação do tema, pois as alterações precisam ser aprovadas até o início de outubro para valer já em 2018.

Eunício
O senador Eunício Oliveira, presidente do Senado, tenta emplacar mudança na forma de financiamento das campanhas. A proposta é o remanejamento de recursos já existentes no Orçamento do Governo Federal para bancar o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FDD), com o objetivo de custear as eleições, a partir do financiamento público de campanha.

Fundo
A proposta de Eunício envolve uma alteração na destinação dos recursos do Fundo Partidário. Pela proposta de Eunício, as fundações e institutos partidários passariam a receber 10% do valor global, estimado este ano, em R$ 819 milhões neste ano, em vez dos atuais 20%. Os outros 10% seriam endereçados ao fundo eleitoral. A discussão da criação do fundo está inserida na reforma política.

Com informações do OE


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