Ceará

Prefeitos cearenses apostam em tecnologia contra avanço do Aedes aegypti

Evento reuniu prefeitos e o secretário da Saúde no auditório da Aprece. Foto: Divulgação

Prefeitos e secretários municipais de saúde estiveram reunidos, na segunda-feira, com representantes de diversas universidades, além de integrantes de entidades públicas e privadas.

Durante o encontro, na sede da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), foram apresentados aos gestores recursos tecnológicos, desenvolvidos pelas universidades cearenses para barrar o avanço de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A preocupação deve-se a geração do grande impacto nos gastos da saúde causado pelo avanço de doenças como Zika, Chikungunya e Dengue.

Além da questão dos agentes de endemias, os gestores também contabilizam custos com as unidades de saúde em um ano em que a crise econômica proporcionou cortes de repasses, inclusive federais, para os municípios.

Aplicativos
Na oportunidade, foram apresentados recursos ­ aplicativo para telefones, jogo eletrônico e curso de formação em ensino a distância ­ organizados para que os setores públicos possam, com apoio da sociedade, mapear a infestação do inseto e ter meios de intensificar a luta contra o mosquito transmissor de graves doenças como Chikungunya, Dengue e Zika. A ideia é levar os projetos para o interior do Estado.

Alternativa
Criticando o atual modelo adotado pelas prefeituras, o vice-presidente da Aprece Nilson Diniz, afirmou ser necessário buscar novos instrumentos de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Segundo ele, há 30 anos, os municípios adotam a prevenção por meio dos agentes de endemias, mas “não estamos vendo o bloqueio disso”. De acordo com ele, a maior aproximação das instituições públicas da comunidade acadêmica é fundamental para encontrar alternativas capazes de solucionar os problemas vivenciados pela população de forma mais eficiente e viável.

“Precisamos encontrar novos caminhos. Então, as universidades estão entrando por conta dos aplicativos para vermos se outras entidades realizam uma ação a cada sete dias. Hoje, os municípios pequenos têm a obrigação de fazer visitas domiciliares a cada dois meses, mas aí já se passaram oito ciclos de reprodução do mosquito. Por isso, precisamos de um comprometimento de todos. Um modelo que envolva a sociedade. Só os organismos públicos serão insuficientes para combater o Aedes aegypti”, frisou Nilson Diniz, que também é prefeito de Cedro.

Envolvimento
O secretário da Saúde do Estado, Henrique Javi, por sua vez, falou sobre a necessidade do envolvimento da sociedade no combate ao mosquito. Ele afirmou que o foco é garantir que as ações não se descontinue, mesmo agora nesta primeira fase que tem maior números de casos das doenças, e chegue a 2018 com menor incidência das doenças causados pelo mosquito Aedes aegypti. “Os entes públicos estão preocupados, mas precisamos envolver o cidadão neste combate”, disse Javi, explicando que para as atuais estratégias o uso do carro fumacê é de eficiência muito baixa, pois a probabilidade do veneno de atingir o mosquito é baixa – ele precisaria estar voando.

Mais
Dois aplicativos foram apresentados aos prefeitos, na ocasião do evento na Aprece. Uma delas foi o aplicativo “Agente Cidadão”, desenvolvido pelo Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (NATI) da Universidade de Fortaleza (Unifor). A iniciativa tem como foco a mobilização social contínua para o combate ao Aedes aegypti. Outro, porém, diz respeito ao Programa Aedes em Foco, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC), que permite ampliar, por meio da participação da população, os dados de georreferenciamento sobre os focos do mosquito, uma revistinha educativa, um jogo eletrônico e um curso de formação em ensino a distância.

Com informações do OE


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