Ceará

Presidente da Câmara diz que seguirá regimento interno ao analisar cassação de A Onde É

Walter Cavalcante é o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza. Foto: Genilson de Lima
Walter Cavalcante é o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza. Foto: Genilson de Lima

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Walter Cavalcante (PMDB) quebrou o silêncio, ontem, e, embora com poucas palavras, reverberou como a Casa deverá se posicionar sobre o caso do vereador Antônio Farias de Souza (PTC), o “A Onde É”, que passou 40 dias preso, após ser flagrado acompanhando um saque bancário de salários de assessores.

De acordo com Walter, “o processo está seguindo rigorosamente os trâmites” e ressaltou que não irá adiantar ou postergar o processo de cassação, contudo, irá cumprir “rigorosamente” o regimento interno.

Licença
Na última quarta-feira (11), o advogado do parlamentar, Leandro Vasques, afirmou que, por conta do “baque” que passou após 40 dias preso, por “motivos psicológicos” Antônio Farias irá se licenciar da CMFor. O parlamentar está realizando exames médicos para apresentar à Casa. Caso a licença seja concedida, “A Onde É” continuará a receber o seu salário como vereador. Durante o mês em que esteve preso, o parlamentar recebeu a remuneração regularmente.

“Eu conversei com ele e diante do visível abalo emocional, eu sugeri pedir uma licença médica, na qual ele prontamente concordou. E redigi o pedido e deixei com ele. Se ele deu entrada ou não, não sei afirmar, porque viajei a Sobral”, disse o advogado .

Tratamento
De acordo com Vasques, “A Onde É” vai buscar um tratamento psíquico, haja vista estar “muito abalado” e “traumatizado”, principalmente, após o desfecho fatal de seu pai, que veio a óbito, após o vereador ter sido solto. “Então, tudo isso tem causado, de fato, um tumulto psíquico que o irá fazer pedir a licença”, ressaltou.

Anulação
Após o vereador ser solto, no último dia 5 de novembro, atendendo a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), Leandro Vasques entrou com o pedido de anulação do processo, que já foi protocolado ao juiz da 18ª Vara Criminal. Contudo, o parlamentar pode ainda ter o mandato cassado e a prisão preventiva decretada, segundo o promotor de Justiça Ricardo Rocha.

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Denúncias
Segundo o Ministério Público, o vereador chefiaria esquema de “pedágios” em até R$ 40 mil mensais sobre salários de servidores de seu gabinete na Câmara. Ele foi preso em flagrante, quando sacava o salário de um doa seus assessores.

Representações
Além da abertura de processo, o MP também enviou ao Legislativo representação contra o vereador por quebra de decoro parlamentar por suposta prática de crimes de peculato, formação de quadrilha, organização criminosa, lavagem de dinheiro, concussão e atos de improbidade administrativa. A ação ainda está sob análise da Casa.

Com informações do OE


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