Corrupção
Atualizado em: 16/08/2011 - 11:23 am

Os presos na Operação Voucher já conseguiram habeas corpus e foram soltos (Foto: Agência Brasil)

Responsável pela condução do inquérito que investiga o suposto esquema de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo destinados a cursos de qualificação profissional, o procurador da República no Amapá, Celso Leal, pediu, à Justiça Federal, o bloqueio dos bens dos investigados pela Operação Voucher, da Polícia Federal (PF).

O procurador pede, em medida cautelar apresentada na noite desta segunda-feira (15) à Justiça, o bloqueio dos bens, a suspensão de todos os convênios do Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), bem como dos contratos do instituto com outras empresas que envolvem o dinheiro público.

Afastados
Leal pede também que os servidores do ministério citados no inquérito por suposto envolvimento no esquema sejam afastados dos cargos até que o inquérito seja julgado. Entre os investigados, estão o secretário executivo, Frederico Silva Costa, o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, e o ex-secretário executivo Mario Moysés.

Mais denunciados
Em entrevistas anteriores, o procurador Celso Leal adiantou que, além de Costa, Martins e Moysés, pretende denunciar por peculato e formação de quadrilha mais 15 pessoas, presas em caráter preventivo no último dia 9 de agosto. Os 18 presos em caráter temporário para prestar depoimento, no entanto, não devem ser denunciadas.

O procurador aguarda apenas que a PF conclua o inquérito policial para encaminhar a denúncia à Procuradoria-Geral da República, que poderá ser desmembrada caso se confirmem as suspeitas de participação da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) no esquema. Autora de emendas parlamentares que beneficiaram o Ibrasi, a parlamentar é citada como suposta beneficiária do dinheiro desviado.

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Operação Voucher
Originada a partir de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), a Operação Voucher resultou na prisão de 36 pessoas, entre servidores do ministério, empresários e representantes de entidades ligadas ao esquema no Amapá. As investigações preliminares da PF constataram irregularidades na execução de um convênio de R$ 4,4 milhões entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi.

Afastados e bloqueados
A Polícia Federal estima que ao menos dois terços dos recursos foram desviados pelo esquema de corrupção. Por conta das denúncias, o Ministério do Turismo já afastou temporariamente todos os servidores citados na investigação Por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), os bens do Ibrasi estão bloqueados desde o último dia 10.

Com informações da Agência Brasil

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