Greve

Em assembleia, professores recusam proposta do governo e articulam nova greve

Professores da Rede Pública estadual seguem mobilização por melhores condições para categoria.

Os professores da rede estadual de ensino do Ceará decidiram nesta sexta-feira (11), após assembleia, encerrar a greve que teve início em agosto e apresentar ao Governo do Estado a decisão de uma nova paralisação. A categoria recusou o reajuste de 15% oferecido e convocará nova assembleia para decidir se paralisa novamente as atividades.

De acordo com o professor Sidney Araújo, o valor oferecido pelo governador Cid Gomes é “uma esmola”. Os professores resolveram apresentar edital para nova assembleia ao Governo e à Justiça na próxima segunda-feira (14). O Governo tem oito dias para apresentar uma nova proposta aos professores.

Legalidade da greve
Caso não recebam proposta do Governo, os professores podem realizar nova paralisação, ou seja, a greve que começou em agosto não será retomada. De acordo com a categoria, com a apresentação e divulgação de novo edital, a nova greve será considerada legal.

Proposta do Governo
Os servidores receberam uma proposta no último dia 4 de novembro, do Governo do Estado do Ceará para reajuste de salário. A categoria pode receber 15% de acréscimo que seria implantado em duas parcelas. A primeira, de 7,5%, retroativa a 1º de novembro, já seria recebida neste mês; e a segunda, de outros 7,5%, valeria a partir de 1º de janeiro de 2012.

Além dos 15%, o Governo propôs gratificação de 20% para professores com título de mestrado e 30% para doutores. Todos os aumentos são baseados na atual tabela, e os recursos serão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e a Valorização dos Porfissionais da Educação (Fundeb).

Reivindicações
Entre as principais reivindicações da categoria estão a implementação do Piso Nacional do Magistério com repercussão no Plano de Cargos Carreiras e Salários e garantia de 30% da carga horária para o planejamento de atividades.

Os professores suspederam a greve há pouco mais de um mês, após 63 dias de paralisação.

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Com informações do repórter Weberte Lemos