Greve
Atualizado em: 24/06/2011 - 11:55 am

A categoria mantém estado de greve e realiza nova assembleia no dia 1º de julho Foto: Kézya Diniz

Os professores da rede  municipal de ensino de Fortaleza decidiram em assembleia realizada na manhã de sexta-feira (24), suspender a greve. A categoria, no entanto, permanece em estado de greve e já marcou uma nova assembleia para o dia 1º de julho. A mobilização aconteceu na Praça da Gentilândia, bairro Benfica.

Prazo
A decisão foi tomada, segundo a diretoria do sindicato da categoria, para o cumprimento do prazo legal estabelecido pelo Tribunal de Justiça que decretou a ilegalidade da greve.

Leia mais: Justiça decreta ilegalidade da greve dos professores 

Justiça
Os educadores agora voltam as atenções para o julgamento do dissídio coletivo que está em julgamento no Tribunal de Justiça do Ceará.

Negociação
O sindicato da categoria também espera que a prefeitura de Fortaleza reabra as negociações.

“A prefeita Luizianne não disse que não negocia com servidores em greve? Então, agora estamos com a greve suspensa, mas a mobilização continua e queremos retomar o canal de negociações”, disse Gardênia Baima, diretora do Sindiute.

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Segurança
O Sindiute ainda ingressou com um mandado de segurança para garantir o direito das férias de julho e de não trabalhar aos sábados. Isso porque o calendário divulgado pela secretaria de Educação do Município, para a reposição de aulas, inclui o mês de julho e os sábados como dias úteis.

Reivindicação
Há quase dois meses os professores do município vem realizando mobilizações para cobrar a implantação da Lei do Piso Nacional  do Magistério. 

Os educadores também denunciam uma “manobra” da prefeitura de Fortaleza que estaria prejudicando a categoria. A administração municipal reduziu as regências de classe e incorporou os valores ao salário base dos professores, chegando ao valor que deveria ser obedecido por Lei Federal.

Segundo Gardência Baima, diretora do Sindiute, a categoria decidiu recuar para atender o prazo determinado pela justiça, mas não desistiu de cobrar da prefeitura a implantação da Lei Federal.

“O Piso Nacional é Lei e ninguém abre mão de lei”, enfatizou.

Estado de Greve
No dia 1º de julho a categoria realiza nova assembleia na Praça da Gentilândia, a partir das 9h para decidir os rumos do movimento.

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