Eleições 2014

PSDB e PSB comemoram queda de Dilma Rousseff na pesquisa Datafolha

PSDB e PSB comemoram queda de Dilma Rousseff na pesquisa Datafolha
PSDB e PSB comemoram queda de Dilma Rousseff na pesquisa Datafolha

Provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) minimizou, no domingo (6), o fato de não ter crescido nas intenções de voto para o Palácio do Planalto, apesar da queda de seis pontos percentuais da presidente apontada pela pesquisa Datafolha.

Aécio disse que as pesquisas ainda não refletem um “cenário real de intenção de voto” porque a campanha eleitoral não teve início. “Não há como comparar pré-candidatos com enormes diferenças no grau de conhecimento por parte do eleitorado. Apenas após o início da propaganda eleitoral em rádio e TV, a população terá chance de conhecer as propostas e os perfis de cada um de forma mais equilibrada”, afirmou.

Erros
Aécio atribuiu a “erros repetidos” do governo a queda de Dilma na pesquisa Datafolha. “O que vai se confirmando em todas as pesquisas é que aumenta a percepção dos brasileiros sobre os repetidos erros cometidos pelo governo”, afirmou.

Datafolha
A pesquisa Datafolha de 2 e 3 de abril mostra que Dilma seria reeleita no primeiro turno com 38% dos votos. Aécio teria 16%. Campos, 10%. Candidatos de partidos menores somam 6%. O pré-candidato do PSDB manteve o mesmo percentual da pesquisa anterior, realizada no final de fevereiro, enquanto Campos cresceu um ponto percentual.

PSDB
Aliados dos prováveis adversários de Dilma em outubro responsabilizaram o caso Petrobras e resultados negativos da economia como responsáveis pela queda da presidente.

Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) disse que o principal resultado da pesquisa mostra que “a única candidata que tem campanha declarada” teve queda entre os eleitores. “É o conjunto da obra: Petrobras, inflação que está voltando, falta de correspondência entre os anúncios do governo e a realidade. Nós não temos como subir porque ainda não estamos em campanha”, afirmou.

Para o tucano, a manutenção das intenções de voto em 16% para o senador Aécio Neves não preocupa o PSDB porque o tucano ainda não está em campanha. “Não tem como subir, não se tem campanha nas ruas. Quem tem que estar preocupada é ela [Dilma]”, afirmou Aloysio Nunes.

Na defesa
Vice-líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (SP) atribui a queda de Dilma à maior aparição de outros candidatos na mídia. O PSB teve inserções no horário eleitoral até a semana passada, enquanto o PSDB vai começar sua aparição nesta semana.

“Eles tiveram mais em televisão no seu tempo gratuito. O importante é que a Dilma continua liderando para ganhar no primeiro turno”, afirmou. O petista disse que a queda de Dilma não vai reacender, dentro do PT, a pressão para que o ex-presidente Lula dispute o Palácio do Planalto em outubro. “Ela continua liderando a corrida presidencial. Isso não tem porquê”, afirmou.


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