Eleições 2012

PSOL aciona justiça contra suposto uso da máquina

PSOL aciona justiça para investigar casos de assédio político-eleitoral. Foto: Genilson de Lima

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolou três representações jurídicas para cobrar que a Justiça Eleitoral investigue denúncias de assédio político-eleitoral e abuso do poder político, que estariam sendo promovidos pela candidatura de Elmano de Freitas (PT), de acordo com denúncias recebidas pelo partido.

Através de telefonemas, emails e mensagens em redes sociais, servidores públicos municipais teriam relatado sofrer pressão para votar no candidato apoiado pela atual administração municipal.

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Denúncias
Nas representações protocoladas na última sexta-feira, 07, as acusações são descritas detalhadamente. Em uma delas, o próprio candidato do PT é citado por supostamente ter obrigado servidores a participarem de bandeiraços e adesivaços de sua campanha, sob a ameaça de serem demitidos. A relação da prefeitura com a base aliada é destacada em outra mensagem, a qual relata que terceirizados vinculados ao vereador Carlos Mesquita (PMDB) estariam trabalhando para a campanha dele durante o expediente.

Outras
Em duas outras representações também protocoladas pelo PSOL, o susposto abuso do poder político por parte da candidatura apoiada pela atual administração também é citado. Uma delas trata de fato ocorrido no dia 07 de agosto, quando Elmano de Freitas e o candidato a vice da chapa dele, Antônio Mourão, estiveram no Centro de Atenção Psicossocial do bairro Bom Jardim. Na ocasião, segundo o Psol, o que deveria ter sido uma visita tornou-se reunião a portas fechadas com servidores públicos municipais. “Ação irregular, tendo em vista o uso de um equipamento público e a convocação dos servidores para fins de uma campanha através de ofício e mensagem eletrônica emitida pela prefeitura”, diz o partido.

Carreata
Já a última das três ações impetradas trata de abuso político realizado durante carreata do candidato do PT, dia 02 de setembro. Então, o sentido do trânsito de trecho da avenida Rui Barbosa foi invertido, contando para isso com o apoio da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza, a AMC. De acordo com o texto apresentado pelo PSOL, “Age com óbvio abuso de poder o agente público que orienta a entidade que administra para fim estranho a seu objeto estatutário ou de modo a favorecer interesses particulares em detrimento dos interesses sociais. No caso em tela, há fortes indícios de que os agentes da AMC foram orientados a favorecer o candidato da administração”.

“Nós temos denunciado o fisiologismo que marca a gestão atual e que se tornou mais forte no processo eleitoral. Não é possível calar diante das denúncias de inúmeros servidores que buscam resistir a uma prática que remonta à pior fase da política brasileira”, criticou Roseno, para quem essa forma de fazer política gerou a descrença da população da política. Por isso, para o candidato, “É preciso haver uma apuração profunda dos fatos, de modo que as eleições transcorram da melhor forma, garantindo que todas as pessoas tenham liberdade para escolher os rumos de Fortaleza”.

 Com informações da Assessoria


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