Articulação

Quem paga a Conta? Cid Gomes se diz fiel escudeiro de Dilma na luta por criação de imposto para saúde

Governador Cid Gomes durante entrevista à TV Jangadeiro. Foto: Kézya Diniz.

O governador Cid Gomes (PSB) voltou a sugerir a criação de uma nova fonte de financiamento para a saúde e acompanhou o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), na  diposição de “enfrentar uma batalha nacional” para garantir mais dinheiro para a área.

O debate gira em torno da criação de um novo imposto chamado de CSS (Contribuição Social para a Saúde) mais conhecido como a recriação da CPMF.

Preservar Dilma
Nas palavras de Cid, ficou clara a estratégia de preservar a presidente Dilma Rousseff do debate que causa reações negativas da opinião pública brasileira. O governador do Ceará chegou ao ponto de se colocar como “ajudante de ordens” de Dilma ao propor que a presidente entregasse “a alguns fiéis escudeiros bem intencionados a tarefa de lutar por uma ampliação dos recursos”.

A declaração foi dada em Alagoas, na segunda-feira (25), onde Cid Gomes participou de dois eventos: o III Fórum de Governadores do Nordeste e o lançamento do Plano Brasil Sem Miséria no Nordeste.

“Eu me junto ao governador Jacques Wagner, que se colocou em primeiro da fila, eu me coloco imediatamente como seu ajudante de ordens, ao lado pra que a gente possa enfrentar uma batalha nacional. A presidenta Dilma pode ficar um pouco de lado disso e entregar a alguns fiéis escudeiros bem intencionados a tarefa de lutar por uma ampliação dos recursos destinados ao financiamento de saúde principalmente voltado para a atenção secundária”, disse o governador Cid Gomes.

CSS
A Contribuição Social para a Saúde (CSS) é um tributo discutido no Brasil desde 2008. O projeto prevê que sua arrecadação será destinada ao financiamento da saúde pública. Modelo similar à CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) extinta em dezembro de 2007.

Pressão?
Ainda na primeira entrevista como presidente, em janeiro de 2011, Dilma Rousseff afirmou que não pretendia enviar ao Congreso Nacional a “recomposição da CPMF” mas deixou claro que observava a pressão dos governadores.

“Eu tenho muita preocupação com a criação de impostos. Preferia outros mecanismos, mas tenho visto uma pressão dos governadores, não posso fingir que não existe. […] Não pretendo reenviar ao Congresso a recomposição da CPMF, mas isso será objeto de negociação com os governadores”, disse a presidente no início de janeiro.

Este é o tipo de assunto que ganha força após períodos eleitorais, se é que me entendem.


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