Polêmica

Renato Rabelo recebe garantia de que Ministério do Esporte vai continuar sob a direção do PCdoB

Ministro do Esporte, Orlando Silva

O comando do PCdoB recebeu a garantia de que o Ministério do Esporte vai continuar sob a direção do partido comunista, mesmo sem Orlando Silva.

No Planalto, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (20), com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, e fizeram de tudo para pôr panos quentes na crise. “Ninguém vai tirar o Esporte do PCdoB”, assegurou Carvalho.

Saída de Orlando
A saída de Orlando é considerada uma questão de tempo pelo Palácio do Planalto. Acusado pelo policial militar João Dias Ferreira de coordenar um esquema de desvio de verbas do programa Segundo Tempo, o ministro do Esporte enfrenta forte desgaste político e deve deixar o governo em breve. O PCdoB, porém, exige que o PT dê a ele a oportunidade de se defender, já que não admite sair da Esplanada com a pecha de corrupto. “Eu estou vivendo um verdadeiro linchamento moral e vou até o fim para lavar a minha honra”, disse Orlando, que se reuniu, na quarta-feira (19), por cinco horas com a cúpula do PCdoB, em Brasília.

Substituição
Até agora, o nome mais cotado para substituí-lo é o da ex-prefeita de Olinda (PE) Luciana Santos, hoje deputada federal. Ela era o nome que Dilma gostaria de ter chamado quando montou a equipe, mas o PCdoB cerrou fileiras em torno de Orlando.

Críticas ao PT
Na reunião do comando comunista, dirigentes do partido não pouparam críticas ao PT, acusado de estar por trás do inferno astral de Orlando, de olho no milionário orçamento da Copa de 2014, e decidiram partir para o enfrentamento contra petistas e a imprensa. A portas fechadas e sob pressão, lembraram, ainda, que o suposto esquema de irregularidades nos convênios começou quando Agnelo, então filiado ao PCdoB, era o ministro.

Revanche
As denúncias contra Agnelo, alvo de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), preocupam muito o Planalto. A irritação do PCdoB é vista como rastilho de pólvora, com potencial para estragos ainda maiores. Foi por isso que quarta-feira (19), antes de voltar de Angola, Dilma defendeu Orlando e o PCdoB, definido por ela como um aliado histórico.

“Não vamos fazer apedrejamento moral de ninguém”, afirmou a presidente. “Nós temos de apurar os fatos, temos de investigar. Se apurada a culpa das pessoas, puni-las. Agora, isso não significa demonizar quem quer que seja, muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia.”

Dilma qualificou como “tolice” os comentários de que o governo está em rota de colisão com o PCdoB. “Dizer que o governo está fazendo julgamento de um partido é uma tolice. O meu governo respeita o PCdoB e acha que ele tem quadros absolutamente importantes para o País. Não vamos entrar nesse processo, que é absolutamente irracional.”

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Com informações do Estadão


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