Mensalão

Revista dá destaque a posse de Genoino e diz que petista, condenado pelo Mensalão, desafiou o Supremo

Revista dá destaque a posse de Genoino e diz que petista, condenado pelo Mensalão, desafiou o Supremo. Foto: Agência Brasil

A revista Istoé que chega às bancas de todo o país neste final de semana dá destaque a posse do deputado federal José Genoino. Condenado pelo mensalão, o cearense estava como suplente pelo estado de São Paulo e tomou posse na Câmara Federal na quinta-feira (02).O petista foi condenado pelo Supremo pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, por ter avalizado dois empréstimos fraudulentos feitos pelo PT no esquama do Mensalão. Acompanhe.

Condenado
Prestes a cumprir pena de seis anos e 11 meses em regime semiaberto, o petista José Genoino (SP) ignorou o bom-senso, desafiou o Supremo Tribunal Federal e colocou o Legislativo no caminho da desmoralização ao tomar posse como deputado federal na tarde da quinta-feira 3.

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Sem constrangimento
Mesmo condenado pelo STF pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, por ter avalizado dois empréstimos fraudulentos feitos pelo PT, Genoino não se constrangeu em assumir o mandato, embora sua cassação seja irreversível, o que o obrigará a deixar o Congresso pela porta dos fundos nos próximos meses. “A Constituição me reserva esse direito e estou em plena capacidade de exercer a função de legislador”, disse. “Minha posse é resultado dos mais de 92 mil votos que recebi.”

Eleição, mensalão e posse
Os votos recebidos em 2010, porém, não foram suficientes para elegê-lo e lhe foram conferidos antes que sua participação no mensalão fosse analisada pelo STF. Genoino figurou como suplente da coligação e só conseguiu a vaga depois da vitória do petista Carlinhos Almeida na disputa pela prefeitura de São José dos Campos.

Almeida era o titular do mandato e sua renúncia para ocupar o cargo de prefeito deixou o caminho livre para o ex-presidente do PT, que preferiu afrontar o espírito da Lei da Ficha Limpa e manchar ainda mais a sua biografia, em vez de abrir mão do salário de congressista e de outros benefícios.

Da revista IstoÉ


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