Denúncia
Atualizado em: 05/06/2011 - 6:27 am

Ministro Antonio Palocci. Foto: Agência Brasil.

A reportagem da revista “Veja” que chegou as bancas neste final de semana revela que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aluga um apartamento em São Paulo que está registrado em nome de uma empresa cujo principal sócio seria um “laranja”.

Segundo a revista, ele é um ex-funcionário da Prefeitura de Mauá que atualmente vive na periferia da cidade e que chegou a declarar não ter bens em seu nome.

Polêmica
Palocci está envolvido na polêmica e evita justificar a evolução do patrimônio pessoal, que, segundo reportagem do último dia 15 de maio do jornal “Folha de S.Paulo”, aumentou 20 vezes entre 2006 e 2010.

A Folha revelou que Palocci multiplicou seu patrimônio por 20 nos últimos quatro anos, enquanto foi deputado federal, e que usou rendimento da sua empresa, a Projeto, para comprar um apartamento de luxo e um escritório em São Paulo.

Apartamento
A matéria da “Veja” afirma que o imóvel de 650 metros quadrados localizado em Moema, perto do Parque do Ibirapuera, está avaliado em R$ 4 milhões, e o aluguel médio no prédio é de R$ 15 mil. Segundo a revista, no 14º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo, o apartamento pertence à empresa Lion Franquia e Participações Ltda, registrada em nome de dois sócios.

Laranja
De acordo com a publicação, o ex-funcionário da Prefeitura de Mauá Dayvini Costa Nunes aparece com 99,5% das cotas da empresa. A revista afirma ter conversado em duas oportunidades com Nunes, que tem 23 anos e é representante comercial. Na primeira, ele teria dito que nunca teve “bem algum” e desconhecia que seu nome constasse da relação de sócios da empresa. Em um segundo contato, teria admitido ter mentido na primeira entrevista e afirmou, segundo a reportagem de “Veja” que aceitou participar da empresa Lion para ajudar parentes.

Casa Civil
Em nota, a Casa Civil informou que o aluguel do imóvel foi contratado em setembro de 2007 por indicação de uma imobiliária. Na época, de acordo com a Casa Civil, o contrato foi assinado entre Palocci, uma administradora de bens e os proprietários, que segundo a revista, são tios de Nunes. A Casa Civil informou que o ministro paga aluguel regularmente e que tem os comprovantes. Para ler a nota, na íntegra, clique aqui.

Eunício
O senador cearense, Eunício Oliveira (PMDB/CE) avalia que Palocci colocaria fim em toda a polêmica se revelasse lista de clientes. Em entrevista ao Portal Terra Magazine, o cearense deixou claro que supõe que Palocci “deve ter reservado as explicações mais detalhadas ao Ministério Público”.

Senador Eunício Oliveira (PMDB/CE)

O peemedebista afirmou ainda que é preciso aguardar o posicionamento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas fez uma ressalva à estratégia do ministro.

“Se ele tivesse vindo a público e tivesse colocado (a lista dos clientes), acabava o assunto. Encerrava isso. Podia dizer: ‘Eu tenho uma empresa, faturei tanto, o órgão é tal’ e acabou. Não é crime ter empresa. ‘Faturei tanto, foi tanto de cada empresa, aqui os impostos recolhidos… E aqui a pastinha pra cada um de vocês (jornalistas)'”, sugeriu Eunício.

Suficiente para Padilha
Em entrevista ao jornal “Folha de são Paulo”, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que declarações de Palocci, durante entrevista ao “Jornal Nacional”, para tentar justificar a evolução patrimonial, foram suficientes

“O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, tem que continuar, como homem público, a dar esclarecimentos necessários para instituições como o Ministério Público e Comissão de Ética da Presidência”, disse à Folha, o ministro Alexandre Padilha.

Com informações do Portal Terra Magazine, da Folha de S.Paulo e do G1.

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