Fortaleza

Salmito e Acrísio ingressam no TRF contra a retirada das barracas da Praia do Futuro

Salmito e Acrísio ingressam no TRF contra a retirada das barracas da Praia do Futuro

A Câmara Municipal de Fortaleza, por meio do seu presidente, Salmito Filho (PDT), e do presidente da Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo daquela Casa, Acrísio Sena (PT), enviaram carta aos desembargadores federais da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região contra a retirada das barracas da Praia do Futuro.

No próximo dia 15 de março, haverá julgamento dos Embargos Infringentes na Apelação Cívil nº EINFAC538085-CE, do Ministério Público Federal, que decidirá sobre a permanência das barracas situadas ao longo da Praia do Futuro, na Av. Zezé Diogo, em Fortaleza.

Roteiro
O documento lembra que a praia do Futuro, uma das poucas favoráveis a balneabilidade em Fortaleza, faz parte do roteiro turístico do Ceará e representa um grande diferencial nessa área de investimento econômico da capital. “Por se tratar de um atrativo do gênero no litoral nordestino, já amplamente divulgado e assimilado no Brasil e exterior, o seu embargo representará uma queda significativa no fluxo turístico da cidade e, consequentemente, na redução de receitas tributárias e um enorme prejuízo socioeconômico para milhares de famílias da nossa cidade”, afirmam os vereadores.

Em números
Segundo estudo da Secretaria do Turismo do Estado do Ceará, a praia do Futuro mobiliza um público em torno de 5.654.400 pessoas por ano. A receita turística gerada pelo comércio local é de R$ 135 milhões por ano, correspondendo uma renda de R$ 237,8 milhões anualmente. Já os tributos gerados, tanto na esfera estadual como municipal, são de aproximadamente R$ 23,8 milhões ao ano. Além disso, tem uma alta geração de trabalho e renda, contando com cerca de 7.082 empregos diretos e 21.245 indiretos.

Pesquisa
Pesquisa realizada com quase 2 (duas) mil pessoas pelo Instituto de Pesquisas Américo Barreira, da Câmara Municipal de Fortaleza, em 2011, mostra que 46% dos entrevistados preferem um reordenamento da Praia do Futuro e outros 46,2% simplesmente não querem que os equipamentos seja retirado do local. 32,6% identificam a importância das barracas como atrativo turístico, 25% citam a importância da geração de empregos e 18,7% apontam estas como opção de lazer.

Com informações da Assessoria


Curtir: