Reforma Política

Senado recua, aprova fim do 2º suplente e veta parentes

Senado aprova fim do 2º suplente e veta parentes na mesma chapa. Repercussão negativa e a pressão das ruas fizeram o Senado ressuscitar e aprovar a emenda constitucional nesta quarta-feira, 10, 24h após rejeição. Foto: Agência Senado
Senado aprova fim do 2º suplente e veta parentes na mesma chapa. Repercussão negativa e a pressão das ruas fizeram o Senado ressuscitar e aprovar a emenda constitucional nesta quarta-feira, 10, 24h após rejeição. Foto: Agência Senado

Uma manobra regimental articulada com o respaldo da base aliada e da oposição levou à aprovação, na noite desta quarta-feira (10), da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a figura do segundo suplente de senador e proíbe parentes na mesma chapa.

A PEC foi ressuscitada nesta quarta-feira (10), menos de 24 horas depois de ter sido derrotada com amplo apoio dos atuais suplentes — o que havia gerado repercussão negativa. A proposta, agora, terá de ser votada na Câmara.

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Placar
A proposta teve 64 votos a favor no primeiro turno de votação no plenário do Senado e 60 no segundo turno. No primeiro turno, Jayme Campos (PDT-MT) foi o único a votar contra a proposta. Mas pediu logo em seguida para retificar o voto, alegando erro no procedimento.

O mesmo ocorreu no segundo turno, quando o senador Pedro Simon (PMDB-RS) também registrou voto contra e depois retificou. A única abstenção registrada foi a de Lobão Filho (PMDB-MA), suplente do pai, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Vice-senador
“A base está de parabéns por cumprir os anseios das urnas”, afirmou o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), primeiro suplente da ministra Marta Suplicy e que foi um dos 17 votos contrários à PEC. “O suplente de senador poderia substituir e não suceder, o que nós consideramos um erro”, ponderou o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), suplente do ministro da Pesca, Marcelo Crivella, sobre a mudança feita pelos parlamentares. Lopes chegou a dizer que o suplente não deveria se chamar suplente, e sim “vice-senador”.

Com informações do Estadão.com


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