Congresso

Senado retira impeachment de Collor da nova galeria e Sarney diz que fato “não é tão marcante”

Corredor traz informações sobre a história política do país. Foto: Agência Senado

O novo “túnel do tempo” do Senado Federal, um corredor com registros históricos que separa o plenário de gabinetes e comissões, foi inaugurado na segunda-feira (30) .

O que deveria ser motivo de festa para senadores e servidores, acabou gerando uma nova polêmica. Tudo porque o impeachment do ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo, foi omitido da “linha do tempo” que registra os principais eventos políticos do país desde o 1º Reinado, a partir de 1822.

Sem Impeachment
O material de divulgação oficial ressaltava que “os fatos históricos da mais antiga Casa legislativa do país são narrados em dezesseis painéis, com textos e imagens, seguindo a linha cronológica da história do Brasil desde 1822.

Um material impresso com todas as informações dos painéis também será entregue aos visitantes”, mas as informações do impeachment presidencial – o primeiro da história da República, aprovado no próprio Senado em 29 de dezembro de 1992 – ficaram longe dos painéis. Hoje Fernando Collor é senador pelo PTB de Alagoas.

Estevão
Na linha do tempo também não há menção à cassação do ex-senador Luiz Estevão, que perdeu o mandato em 28 de junho de 2000, também em votação no Plenário do Senado.

Acidente
Durante entrevista à imprensa, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP) classificou o impeachment de Collor como um “acidente”.

“Eu não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Mas acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil”, disse o senador peemedebista ao comentar a omissão do registro sobre o impeachment.

“Mas [o impeachment] não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que foram que construíram a história e não os que de certo modo não deviam ter acontecido”, concluiu Sarney.

Anterior
No túnel do tempo anterior, que começou a ser desmontado no final de 2010, havia referência textual e detalhada ao impeachment com direito a fotos de mulheres cara-pintadas reunidas em Brasília, no dia do protesto (29 de dezembro de 1992).

Resposta
Diante da repercussão, a Subsecretaria de Projetos Especiais (Supres), responsável pela execução do projeto, divulgou nota de esclarecimento.  

Confira a nota da subsecretaria:

“Os fatos históricos da mais antiga Casa legislativa do país são narrados em dezesseis painéis, com textos e imagens, seguindo a linha cronológica da história do Brasil desde 1822. A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional . A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o parlamento como poder republicano.”

Com informações do Congresso em Foco.


Curtir: