Senado

Senadores decidem na terça sobre prioridade para fim do voto secreto

José Sarney é o presidente do Senado Federal. Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Senado

Os líderes dos partidos e o presidente do Senado, senador José Sarney, se reúnem na terça-feira (12), a partir das 15h30, para tratar da pauta de votações do Plenário. Entre outros assuntos, os participantes terão de decidir que prioridade vai merecer a proposta de emenda constitucional de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que acaba com o voto secreto nos processos de cassação de mandatos.

Pronta para votação
A PEC 50/2006 está pronta para votação, em primeiro turno, e sua inclusão na pauta de quarta-feira (13) foi determinada por Sarney no último dia 5. Dependendo da posição da matéria na lista das examináveis, o exame da proposta ganhará maior ou menor celeridade.

Rápido
Rapidez é o que quer, por exemplo, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ele próprio autor de uma PEC, a 86/2007, prevendo o fim do voto secreto para as cassações.

Prioridade
Em sentido contrário, o líder do PTB, senador Gim Argello (DF), pede prioridade para as matérias que tratam de crédito, do ICMS sobre o comércio eletrônico e das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Desde Cabral
Além da PEC de Paim e de Alvaro Dias, há outra limitando o voto secreto. 38/2004, de autoria do ex-senador e atual governador do rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

Adiantada
A proposta de Paim é a que está mais adiantada. Já passou por cinco sessões de discussão. Desde que foi aberto processo por quebra de decoro contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), Paim e outros parlamentares, como Pedro Simon (PMDB-RS) e Pedro Taques (PDT-MT), passaram a cobrar a instituição do voto aberto.

Proposta
De acordo com a proposta, passarão a ser abertas as votações para decidir sobre perda de mandato de deputado ou senador por descumprimento de conduta prevista na Constituição, quebra de decoro ou condenação criminal. Também serão escolhidos por voto ostensivo, após arguição, governador de território e dirigentes do Banco Central.

A PEC também altera a Constituição para determinar que sejam abertas as decisões, em sessão conjunta do Congresso, sobre veto presidencial.

Como exceção, a proposta mantém o voto secreto na escolha de magistrados, ministros do Tribunal de Contas da União e procurador-geral da República, além de presidentes de agências estatais ligadas a serviços de inteligência e assuntos estratégicos.

Transparência
Para os autores da PEC, o fim do voto secreto do parlamentar atende a clamor popular por maior transparência da atividade parlamentar, respondendo a apelo moral e ético. Eles argumentam que a democracia brasileira exige a abolição da prática, uma vez que o país não está mais sob regime autoritário, “quando se fazia necessário ocultar o voto do parlamentar em face a represálias e para proteger o exercício das funções parlamentares”.

Com informações da Agência Senado


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