Ceará

Sindiagua diz que desculpas de Cid Gomes não são suficientes e que problemas no abastecimento continuam

Representantes do Sindiagua, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Ceará, encaminharam para o blog uma nova nota em que reafirmam os problemas de deficiência no fornecimento d’água em Fortaleza e comentam as recentes declarações dadas pelo Governador Cid Gomes relacionadas ao assunto.

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Em nota, Sindiagua diz que desculpas de Cid Gomes não são suficientes e que problemas no abastecimento continuam

Acompanhe o que diz a nota: 
“Nós, trabalhadores da área de saneamento do Estado do Ceará, vimos a público repudiar mais uma vez a forma como o Governo do Estado está tratando a política de saneamento e a grave deficiência no abastecimento de água em Fortaleza e na Região Metropolitana. Na semana passada, o Governador Cid Gomes, pela primeira vez, se pronunciou publicamente sobre este grave problema.

Porém, além de não apresentar à população nenhuma medida imediata para solucionar o desabastecimento d’água, quis, erroneamente, atrelar a falta d’água em Fortaleza à seca no interior do Estado e na Região Nordeste – outro problema que já deveria ter sido solucionado com políticas públicas sérias e eficazes de convivência com o semiárido, afinal, o discurso de que “não temos culpa se não chove” já não se sustenta há muito tempo.

Diante disso, vimos esclarecer à sociedade que a falta d’água em Fortaleza não tem relação com esta que é uma das piores estiagens enfrentadas pelo povo cearense no interior do Estado e que colocou 174 municípios cearenses em situação de emergência. Os reservatórios que abastecem a capital possuem água suficiente para abastecer nossa cidade.

O que existe é uma rede de abastecimento ultrapassada e ineficaz que, por descaso deste governo estadual, não foi expandida a tempo para acompanhar o crescimento de Fortaleza e região metropolitana. O problema da falta d’água em Fortaleza não é novidade; existe há vários anos, mas nunca foi tratado com prioridade pelo Governo do Estado, o que agravou a crise do desabastecimento na cidade. As obras estruturais que podem resolver definitivamente o problema na cidade acontecem tardiamente e lentamente.

Pedir paciência a milhares de pessoas até então invisíveis para o governo estadual (e que talvez assim permanecessem não fosse a repercussão que o assunto tem tido na imprensa) e tentar confundir a sociedade com informações falsas é um desrespeito a quem diariamente já tem tido violado o direito básico de acesso à água.”

Para continuar lendo a nota, clique no link abaixo:

 

“Diante da falta de uma atitude enérgica do Governo do Estado em solucionar o problema da falta d’água e diante das recentes denúncias de fraudes em contratos da Cagece com a empresa Allsan Engenharia, reivindicamos do poder executivo e da Assembleia Legislativa:

• A aprovação imediata do pedido de CPI, solicitado pelo deputado estadual Heitor Férrer, para investigar as denúncias de irregularidades existentes em contratos firmados entre a Cagece e a empresa Allsan Engenharia;

• A aprovação do requerimento, de autoria da deputada estadual Eliane Novais, que cobra da Secretaria das Cidades e da Cagece a apresentação de um plano de contingência que possa minimamente solucionar o problema do abastecimento em Fortaleza e região metropolitana de forma imediata (especialmente em escolas e hospitais) e a apresentação de um diagnóstico da pressão com que a água chega em cada bairro;

• A redução das tarifas cobradas pela Cagece nas áreas que sofrem com deficiência de abastecimento, tendo em vista que os moradores dessas áreas têm assumido gastos com soluções emergenciais para enfrentar a falta d’água;

• A realização imediata do concurso público de qualidade (com critérios que valorizem candidatos que possuem conhecimento e tempo de serviço em saneamento) tendo em vista que a contratação de novos empregados contribuirá para melhorar a qualidade do atendimento da empresa à população e regularizar a prática ilegal de terceirizações adotada há vários anos pela Cagece. Hoje a empresa possui mais três mil terceirizados e apenas mil funcionários próprios.

Sindiagua – Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Ceará 

Fortaleza, 26 de novembro de 2012″


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