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Triplo X: Polícia Federal deflagra a 22ª fase da Lava Jato e cumpre 23 mandados

Triplo X: Polícia Federal deflagra a 22ª fase da Lava Jato e cumpre 23 mandados. Foto:  Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Triplo X: Polícia Federal deflagra a 22ª fase da Lava Jato e cumpre 23 mandados. Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) cumpre a 22ª fase da Lava Jato na manhã desta quarta-feira (27) em São Paulo e Santa Catarina. Serão cumpridos 23 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.

Em São Paulo, a ação ocorre na capital, Santo André e São Bernardo do Campo e, em Santa Catarina, em Joaçaba.

Triplo X
A operação foi batizada de Triplo X e tem como alvo investigados suspeitos de abrir empresas offshores e contas no exterior para ocultar e disfarçar o crime de corrupção com o pagamento de propina. A ação também mira negócios da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). São negócios relacionados a apartamentos que não foram entregues e estão de propriedade da empreiteira OAS, uma das investigadas na Lava Jato.

Suspeitas
Há uma suspeita de que unidades imobiliárias da Bancoop/OAS teriam sido utilizadas para repasse de propina. Inclusive no prédio onde OAS tem um apartamento que, segundo investigações, seria destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vaccari
Um dos apartamentos investigados, segundo a PF, está ligado a familiares do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto. Vaccari, que já presidiu a Bancoop, foi foi preso pela Lava Jato em 2015 e está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Clube
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a empreiteira OAS participava do chamado “clube” de empresas que, por meio de um cartel, fraudava as licitações da Petrobras. Para conquistar os contratos, as empresas pagavam propina a diretores da Petrobras e a partidos políticos, com a intermediação de operadores.

Crimes
Entre os crimes investigados na atual fase estão corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Oitenta policiais participam da ação.

E ainda
A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba. Mais detalhes serão fornecidos em entrevista coletiva à imprensa, às 10h, em Curitiba.

Com informações do G1


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