Greve

Última reunião tenta evitar greve dos aeronautas e aeroviários

O Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dos Aeroviários ainda não confirmam a paralisação das atividades para a próxima quinta-feira (22). De acordo com o representante do Sindicato dos Aeroviários em Fortaleza, Roberto Barbosa, a categoria ainda tem uma última reunião com as empresas de transporte aéreo para debater o reajuste dos salários.

O movimento pode ser deflagrado durante o período das festas de fim de ano, onde são registrados os picos no número de viagens em todo o país.

Nesta segunda-feira (19), os sindicatos informaram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que a greve, caso seja deflagrada, deve prosseguir por tempo indeterminado. Os sindicatos se comprometeram a manter 20% da operação.

Ilegalidade
“O TST poderá declarar a greve ilegal ou impor um porcentual mínimo de operação, mas apenas se for provocado pelo Ministério Público ou pelas empresas aéreas”, explicou a ministra do TST Maria Cristina Peduzzi, que conduziu audiência de conciliação entre trabalhadores e empresas do setor nesta tarde e que terminou sem acordo. Antes disso, representantes dos sindicatos presentes na audiência informaram que haveria apenas uma paralisação de 24 horas, a partir das 23 horas do dia 22.

Atendimento dos passageiros
O negociador indicado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), Odilon Junqueira, disse que não há um plano alternativo para garantir a normalidade no atendimento dos passageiros das companhias aéreas no caso de greve.

“Não fomos notificados. Não há nada preparado como diz a lei diz que deve ser preparado”, afirmou, referindo-se a uma notificação que os trabalhadores deveria ter apresentada às empresas por se tratar de serviço essencial.

Leia mais:
Aeronautas e aeroviários decidem entrar em greve por tempo indeterminado
Aeronautas e aeroviários ameaçam iniciar greve no dia 22