Fortaleza

Vereador Leonelzinho Alencar nega prática de nepotismo mas não convence Ministério Público

Vereador Leonelzinho Alencar nega pratica de nepotismo mas não convence ministério público Foto: CMFor

O vereador Leonelzinho Alencar (PTdoB), acusado de envolvimento no suposto esquema de fraude no cadastro do Bolsa Família, esteve nesta segunda-feira (17) no Ministério Público do Estado para prestar depoimento sobre outras acusações.

O parlamentar é citado em processos que investigam prática de nepotismo; acumulação de cargos nas prefeituras de Fortaleza e São Gonçalo do Amarante; e de uso irregular de verba pública repassada através de emendas para o Instituto Jardem Alencar, que é comandado pela família do vereador.

O depoimento foi feito ao promotor Ricardo Rocha, na Procuradoria dos Crimes Contra à Administração Pública (Procap).

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As informações estão disponíveis no link abaixo:
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Defesa
Ao lado do advogado Paulo Quezado, contratado para fazer a defesa, o vereador negou todas as acusações. “Quem não deve, não teme. Estou aqui para dar todas as explicações”, disse o vereador.

PSDB e Psol
Além de negar todas as acusações, Leonelzinho Alencar também atribuiu as denúncias a motivações políticas. Ele evitou citar nomes, mas fez referência indireta a pelo menos dois adversários: A vereadora Toinha Rocha (Psol) e o deputado estadual Fernando Hugo (PSDB). “A Messejana é o único lugar do Brasil em que PT e Psol andam juntinhos”, ironizou.

Nepotismo. Eu?!
Sobre a acusação de nepotismo, o vereador negou qualquer interferência na contratação de familiares tanto para a Câmara Municipal de Fortaleza quanto para a Prefeitura da Capital. Foram duas horas e meia de depoimento a portas fechadas mas os argumentos apresentados pelo vereador Leonelzinho Alencar não convenceram o Ministério Público.

“Na realidade, exitem vários parentes do vereador que exercem cargo do município de Fortaleza e na Câmara Municipal. Ele [Leonelzinho] disse desconhecer a interferência dele em qualquer dos casos, inclusive da esposa. Ele disse que ela apresentou currículo e conseguiu o cargo sem  a interferência dele. Mas a incidência de muitos parentes de uma só pessoa, nós faz crer que existe algo errado”, enfatizou o promotor.

Sequência e Consequência
O ministério público vai ouvir ainda depoimentos de servidores terceirizados da prefeitura de Fortaleza que teriam sido empregados por indicação política e, em seguida, deve confrontar informações para chegar a uma conclusão. Se as denúncias forem comprovadas, o vereador pode até perder o mandato, caso reeleito. “Comprovada a improbidade, o vereador pode perder os direitos políticos por oito anos”, explica o promotor.

Acompanhe na reportagem do Jornal Jangadeiro:

[youtube]http://youtu.be/ZUCv1DAbhmk[/youtube]


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