Fortaleza

Vereador propõe bicicletas adaptadas em Fortaleza

Reginauro apresentou proposta na Câmara Municipal

O vereador Sargento Reginauro (Pros) apresentou, na Câmara Municipal de Fortaleza, o Projeto de Lei 060/2019 que sugere que haja uma porcentagem mínima de bicicletas do Projeto Bicicletar adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida.

A proposta altera a Lei Municipal 10.303, de 23 de dezembro de 2014, que institui a política de transporte cicloviário de Fortaleza.

Segundo o parlamentar, o projeto vem para garantir a todas as pessoas com deficiência, a acessibilidade nos equipamentos públicos da cidade.

“Acreditamos que todos, sem exceção, precisam ser privilegiados com os programas que a prefeitura de Fortaleza dispõe. Atualmente temos mais de 2 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, e não existe nenhuma bicicleta que possa envolver esses cidadãos em momentos de lazer e vida saudável. Nossa proposta quer garantir qualidade de vida a todos, pois não há preço que pague a alegria de proporcionar a um deficiente visual, a um deficiente físico, a sensação de ter o vento batendo no rosto durante um passeio de bicicleta”, justifica Reginauro.

Números
O parlamentar afirma que, de acordo com o último censo demográfico do IBGE de 2010, cerca de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, ou seja, 23,9% da população do país precisa desta opção de lazer. Algumas cidades do Brasil, como João Pessoa, São Paulo e Rio de Janeiro já desenvolvem esse programa voltado à mobilidade, acessibilidade e inclusão social. A ideia do vereador Sargento Reginauro já foi repassada aos líderes do governo municipal na Câmara de Fortaleza.

Adaptadas
Segundo o projeto, as bicicletas poderão ser adaptadas para duas ou mais pessoas, facilitando o transporte de pessoas com deficiência visual, com síndrome de Down, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mobilidade reduzida e idosos, a oportunidade de pedalar com segurança por Fortaleza.

Inclusão
Sargento Reginauro reforça que, além de promover a oportunidade de lazer para essas pessoas, a iniciativa visa promover a inclusão social. “Muitas dessas pessoas vivem reclusas dentro de casa, esquecidas do mundo, e esse Projeto de Lei as colocam em evidência, mostra a todos eles e também a nós que eles podem viver normalmente, e que são capazes de desempenhar muitas atividades, basta ter oportunidade e auxílio por parte do Poder Executivo” concluiu.

Com informações do OE


Curtir: