Bastidores

Vereadores do PMDB ameaçam debandada em Fortaleza

Vice-presidente regional do PMDB, Gaudencio Lucena, disse já ter ouvido rumores, mas não existe nada oficial
Vice-presidente regional do PMDB, Gaudencio Lucena, disse já ter ouvido rumores, mas não existe nada oficial

Em Fortaleza, vereadores do PMDB articulam uma debandada. Hoje, o partido tem três vereadores na Câmara Municipal. Isso porque Carlos Mesquita foi expulso por ter apoiado, em 2014, a candidatura de Camilo Santana (PT) ao Governo do Estado.

Sendo assim, a legenda acionou a Justiça para reaver o cargo, uma vez que o parlamentar perdeu os prazos para apresentar recursos contra a decisão.

Porém, a saída de outros dois peemedebistas, nos bastidores, já é dada como certa: Luciram Girão e Marcus Teixeira. Magaly Marques também acompanharia o grupo, mas desistiu.

Já esperado
Indagado sobre a possibilidade de saída dos parlamentares, o presidente da Comissão de Ética do PMDB, Marlon Cambraia, confirmou haver uma perspectiva de Luciram e Marcus deixarem o partido. Entretanto, não há nada oficial. Marlon lembrou que os dois correligionários já atuam contrários às diretrizes da sigla, que é oposição à Prefeitura de Fortaleza e ao Governo do Estado. “Hoje, eles se colocam de forma contrária ao partido, integrando a base de apoio ao Governo”, disse em referência aos vereadores Luciram Girão e Marcus Teixeira.

Em 2012, o PMDB saiu isolado e os dois parlamentares não conseguiram se eleger apesar de expressiva votação. Hoje, ocupam a vaga na condição de suplente. Marcus, porém, foi efetivado após eleição de Vitor Valim para deputado federal e Walter Cavalcante para deputado estadual.

Filho
Já Magaly teria lhe informado que iria continuar filiada a legenda, todavia, não disputará as eleições do ano que vem. Isso porque a parlamentar irá apoiar a candidatura do seu filho, que se filiará ao PMDB.

Conversas
O vice-presidente regional do PMDB, Gaudencio Lucena, disse já ter ouvido rumores, mas não existe nada oficial. “Neste momento, os partidos estão conversando”, salientou, afirmando que “tudo dependerá da sanção ou não da presidente Dilma Rousseff da brecha na legislação”. Sendo assim, nem o suplente e nem o Ministério Público poderão questionar o mandato do político que trocar de legenda. Gaudencio refere-se à criação de uma “janela” de 30 dias para políticos insatisfeitos com seus partidos trocarem de legenda sem perderem o mandato por infidelidade. A proposta faz parte das emendas aprovadas no projeto de minirreforma eleitoral.

Sem preocupação
O peemedebista demonstrou não estar preocupado com a debandada dos parlamentares municipais, justificando haver uma quantidade de políticos que desejam se filiar ao PMDB. “Não preocupa. Precisamos oxigenar o partido e colocar pessoas sem vícios, que queiram trabalhar em prol da população”, disse, acrescentando “temos bons nomes de cacife eleitoral”. Disse, ainda, que, “quando esse processo for finalizado, o PMDB terá o maior número de deputados”.

Marlon Cambraia também minimizou a articulação, afirmando que o partido já trabalha para se fortalecer para as eleições de 2016, inclusive, neste final de semana, realizou III Encontro Regional do Partido em 2015, comandado pelo presidente regional da sigla, senador Eunício Oliveira.

Resposta
A reportagem tentou contato com os vereadores, mas não obteve retorno. No celular de Magaly, sua secretária afirmou que ela retornaria a chamada, mas não fez. Já as ligações efetuadas para Luciram e Marcus Teixeira não foram atendidas.

Com informações do OE


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