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Vergonha para quem precisa. Ou: o desabafo da professora potiguar

O desabafo da professora revela uma realidade presente em todo o país.

*Por Wanderley Filho

Tive a oportunidade de assistir a um vídeo, postado por uma amiga numa rede social. Publicado originalmente no site Youtube, a informação que consta é a de que o depoimento é da professora Amanda Gurgel, feito durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no dia 10 de maio de 2011.

Vergonha para quem precisa
A professora, depois de ouvir autoridades falarem sobre números e índices relativos à educação, rebateu mostrando o valor do próprio salário, “um número com três algarismos”. Disse não ficar constrangida em apresentá-lo, lembrando que o constrangimento deveria ser dos gestores públicos.

Compromisso
Amanda Gurgel não aponta nomes de políticos ou partidos. Para o desconcerto dos que se perdem em querelas eleitorais, a professora constata que esse é um problema crônico e de amplitude nacional. Ela não sabia que o vídeo ganharia espaço na internet, e talvez por isso não tenha dito que a vergonha deve ser compartilhada por todos nós, que elegemos políticos sem compromisso com a educação.

Gestores
Diante de tudo isso, tenho apenas uma certeza: muitos gestores (de TODOS os partidos e em todo o Brasil) usam palanques para falar em educação, mas depois de eleitos se esquecem da área,  não ficam nem um pouco constrangidos com as verdades lembradas pela professora. Estão ocupados demais pensando na próxima eleição.

Acompanhe o desabafo da professora Amanda Gurgel:


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2 thoughts on “Vergonha para quem precisa. Ou: o desabafo da professora potiguar

  1. Um desses políticos é o nosso governador, promete mundos e fundos e vive massacrando a categoria dos professores. Educação de qualidade não se faz apenas com prédios. O Cid deveria cumprir a lei já que é um gestor e deveria dar o exemplo. Será que ele pode descumprir uma lei federal e ficar impune? O que você acha?

  2. Como vários professores em todo o Brasil, senti-me honrada e representada pela professora Amanda. Coincidentemente, sou uma dessas professoras que há 15 anos tem paciência com o governo, mas agora já esgotei: na semana passada, pedi exoneração de meu cargo como professora efetiva do estado de São Paulo.

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