Bastidores Dilma no Ceará

“Você não vai me entrevistar. Aqui não, né?”, diz Dilma ao ser questionada sobre Refinaria

"Você não vai me entrevistar. Aqui não, né?", diz Dilma ao ser questionada sobre Refinaria. Foto: David Carnaúba
“Você não vai me entrevistar. Aqui não, né?”, diz Dilma ao ser questionada sobre Refinaria. Foto: David Carnaúba

A presidente Dilma Rousseff evitou nesta quarta-feira (19) responder a perguntas sobre seu aval à compra pela Petrobras de uma refinaria em Pasadena, nos EUA. Em nota, a Presidência afirmou que se baseou em um parecer técnico falho.

Questionada se apoiava a investigação da Petrobras, respondeu: “Você não vai me entrevistar. Aqui não, né?”, disse Dilma, enquanto cumprimentava hóspedes de um hotel no município de Caucaia, cidade vizinha. No resort, ela almoçou com o governador do Ceará, Cid Gomes, e com parlamentares do Estado.

Assunto encerrado
Na avaliação da cúpula palaciana, o assunto está encerrado. Mesmo tendo irritado a presidente, a ideia é que o caso não se prolongue. Em vez de ter evitado o assunto e ter sangrado com especulações de omissão quanto ao parecer técnico, o Planalto crê que admitir o problema foi mais “honesto”.

Procurado hoje para comentar a divulgação das informações, Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás na época, preferiu não tecer comentários.

Documento falho
A aquisição pela Petrobras de metade das ações da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi autorizada em 2006 pelo Conselho de Administração da companhia com base em um documento “técnica e juridicamente falho”, disse hoje a Presidência da República. Ministra da Casa Civil na época, a presidente da República, Dilma Rousseff, presidia o conselho da Petrobras quando o negócio foi autorizado. Ela votou a favor do negócio.

Reportagem
O caso foi revelado hoje pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A reportagem aponta que Dilma afirmou, em sua primeira manifestação pública sobre o tema, que só aprovou a compra da refinaria na época por ter recebido “informações incompletas” do parecer.

Com informações da Folha.com


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